Tel: 016 39415110 | E-mail: grupar-rp@hotmail.com

Estaremos de volta em breve

Estamos trabalhando para trazer um melhor conteúdo


dias

horas

minutos

segundos

Receba novidades via e-mail

Sign up e seja o primeiro a receber novidades:

Copyright © Grupo de Pacientes Reumáticos de Ribeirão Preto e Região | Powered by Blogger
Distributed By Free Blogger Templates | Design by AZMIND | Blogger Theme by NewBloggerThemes.com

terça-feira, 20 de agosto de 2013

IX encontro de pacientes reumático de Ribeirão Preto e região
No último dia 17 o GRUPAR RP comemorou seu 9 aniversario distribuindo conhecimento aos participantes da festa. Aconteceram várias palestras e um coffe break delicioso.
É importante que a população saiba que o GRUPAR RP não funciona só em dias de festa e sim que atende de segunda á quinta das 13:00 hs às 17:00 hs.
Fone: (16) 3941 5110


































Dermatomiosite juvenil


1. O que é a dermatomiosite? 
A dermatomiosite é uma doença de duração prolongada, com inflamação da pele e dos músculos. Pode se apresentar só com manifestações musculares (fraqueza) e mais raramente só com manifestações cutâneas (manchas vermelhas e arroxeadas).
2. É comum na infância? 
A dermatomiosite é uma doença rara na infância, sendo mais comum na idade adulta.
3. Qual é a causa da dermatomiosite? 
Não há causa conhecida. A doença está relacionada a alterações no sistema de defesa associadas à predisposição familiar. Infecções por vírus ou bactérias podem ocorrer antes do aparecimento dos sintomas, no entanto o papel das infecções ainda é motivo de pesquisa.
4. Quais são as manifestações da dermatomiosite? 
Em geral as manifestações surgem de modo lento e progressivo. A criança apresenta dores pelo corpo, febre baixa, desânimo, dificuldade para elevar os braços, subir escadas, levantar-se do chão e quedas freqüentes; pode ocorrer também dificuldade para engolir, pela alteração dos músculos da deglutição. Em muitos casos a fraqueza muscular é a única manifestação, o que dificulta e atrasa o diagnóstico.
O quadro de pele é variável, com destaque para a vermelhidão em face, que muitas vezes é diagnosticada como dermatite alérgica. Um sinal sugestivo da dermatomiosite é o inchaço e cor arroxeada ou vermelha ao redor das pálpebras. Manchas vermelhas também são freqüentes nos cotovelos, nos joelhos e nas superfícies das pequenas articulações das mãos. É importante salientar que estas lesões de pele podem aparecer ou se acentuar após exposição ao sol. Nódulos calcificados na pele também podem surgir com a evolução da doença.
5. É contagiosa? 
A dermatomiosite não é uma doença infecto-contagiosa, portanto as crianças podem freqüentar normalmente a escola e a creche.
6. Como se faz o diagnóstico da dermatomiosite? 
O diagnóstico da dermatomiosite se baseia nas manifestações clínicas descritas acima que podem ser acompanhadas de alterações laboratoriais, observadas nos exames de sangue.
A eletromiografia e a biópsia muscular auxiliam no diagnóstico da doença, porém só são realizadas quando a criança não apresenta a alteração de pele ou há dúvida no diagnóstico.
7. A dermatomiosite tem cura? 
A dermatomiosite, assim como as outras doenças reumáticas, não tem cura. O tratamento tem por objetivo controlar a inflamação e com isso a criança poderá levar uma vida normal e sem medicações. Na maioria dos casos a inflamação é controlada com o uso de medicamentos por um ou mais anos.
8. Quanto tempo dura o tratamento? 
É variável e de acordo com cada caso. Por se tratar de doença com duração de vários meses, o tratamento é, de modo geral, demorado. Os medicamentos poderão ser substituídos, ter suas doses corrigidas, ou ainda serem associados a outros, dependendo da evolução da doença. Cada medicação introduzida é retirada lentamente, para que não haja piora da doença.
9. Quais os medicamentos indicados no tratamento da dermatomiosite? 
O corticosteróide é a medicação inicial, ele ajuda no controle da inflamação da pele, músculos e de outros órgãos e sistemas. As doses são variadas e o tempo de uso depende de cada situação. Outras medicações podem ser necessárias, de acordo com as manifestações clínicas. Para controlar a irritação da pele causada pelo sol, o filtro solar deve ser aplicado várias vezes ao dia.
10. A criança pode fazer ginástica? 
Na fase aguda, quando há dor e fraqueza, o repouso é recomendado, com a orientação correta do posicionamento das articulações e extremidades para evitar as deformidades. Com a melhora da força muscular e normalização dos exames laboratoriais, pode-se gradativamente ir liberando a atividade física dentro dos limites de cada criança. Este trabalho deve ser orientado pelo fisioterapeuta.
11. O que pode acontecer se o tratamento for suspenso? 
Se a criança está bem e a doença sob controle, o médico pode optar por suspender gradativamente a medicação, enquanto observa se há reativação do quadro. Mas se a medicação é suspensa rapidamente, antes de se obter o controle da doença, sem o devido acompanhamento, corre-se o risco de voltar ao estágio inicial da doença e a mesma, a partir de então, não responder tão bem ao tratamento.
12. O que é calcinose? 
A calcinose caracteriza-se pelo acúmulo de cálcio na pele, geralmente em áreas com maior risco de trauma. É relativamente comum nas crianças com dermatomiosite e pode causar mais incômodo que a própria doença. O tratamento é difícil. Em alguns casos pode melhorar sem tratamento ou formar úlcera no local da calcinose com saída de material semelhante a giz molhado ou infeccionar repetidamente.
13. Como a família pode ajudar? 
A família, assim como a escola, é parte importante no tratamento e acompanhamento destas crianças. Deve ter conhecimento das dificuldades e limitações de cada paciente, dos medicamentos que ele usa e dos sinais de intolerância a estes medicamentos. A família deverá procurar conhecer melhor a evolução da doença e estimular e apoiar a criança, tanto física como emocionalmente.
Autoria: Sociedade Brasileira de Reumatologia (última atualização 5/5/2005).
Transcrito do portal da Sociedade Brasileira de Reumatologia mediante autorização” para o Grupo Gerencial do Departamento de Reumatologia da SPSP – gestão 2007-2009 (Dra. Silvana B. Sacchetti, Dr. Roberto Marini e Dra. Maria Teresa Terreri).

sexta-feira, 16 de agosto de 2013


Amanhã é o grande dia !!!! Ainda restam algumas vagas. Para se inscrever ligue : 3941 5110







terça-feira, 13 de agosto de 2013

Convite para o 9º aniversário do Grupar-RP

Neste sábado, 17 de Agosto, o Grupar-RP estará comemorando 9 anos de atividades socioeducativas, venha estar conosco.
As moderadoras do Grupo EncontrAR estarão presentes!!
Data: 17/08/2013 das 09 as 12 horas
Local: Sede do Grupar-RP
Te esperamos!!!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

ARTROSE
Sinonimos e Nomes Populares:
Osteoartrose, doença articular degenerativa. Os pacientes com freqüência referem-se à Osteoartrite como artritismo.
O que é?
É a doença articular mais freqüente e a cartilagem é o tecido inicialmente alterado. A cartilagem está aderida à superfície dos ossos que se articulam entre si. É formada por um tecido rico em proteínas, fibras colágenas e células.
Como se desenvolve?
A Osteoartrite (OA) tem início quando alguns constituintes protéicos modificam-se e outros diminuem em número ou tamanho. Há tentativa de reparação através da proliferação das células da cartilagem mas o resultado final do balanço entre destruição e regeneração é uma cartilagem que perde sua superfície lisa que permite adequado deslizamento das superfícies ósseas.
Este processo acompanha-se de liberação de enzimas que normalmente estão dentro das células cartilaginosas. A ação destas enzimas provoca reação inflamatória local a qual amplifica a lesão tecidual. Aparecem erosões na superfície articular da cartilagem que fica como se estivesse cheia de pequenas crateras. A progressão da doença leva ao comprometimento do osso adjacente o qual fica com fissuras e cistos.
Ao mesmo tempo, aparentemente como uma tentativa de aumentar a superfície de contato e procurando maior estabilidade, o osso prolifera. Mas não é um osso normal, sendo mais rígido e mais suscetível a microfraturas que ocorrem principalmente em articulações que suportam peso.
Aparentemente devido à reação inflamatória local todos os elementos da articulação sofrem hipertrofia: cápsula, tendões, músculos e ligamentos. As articulações sofrem aumento de volume e podem estar com calor local.
O grau de comprometimento é bastante variado. A doença pode evoluir até a destruição da articulação ou estacionar a qualquer momento. Há indivíduos que têm deformidades nos dedos e que nunca sentiram dor e outros que terão dor e progressiva piora da doença com conseqüentes deformidade e diminuição da função articular.
Não se conhece o gatilho inicial da Osteoartrite. Acredita-se que mecanismos diferentes levem às mesmas alterações na função e composição das estruturas articulares.
Freqüência
A doença torna-se evidente a partir dos 30 anos de idade. Estima-se que 35% das pessoas já tenha Osteoartrite (OA) em alguma articulação nesta idade, sendo a grande maioria sem sintomas. Joelhos e coluna cervical são os locais mais atingidos. Aos 50 anos aumenta muito a prevalência e a partir da década dos 70 anos 85% dos indivíduos terão alterações ao RX.
Fatores de risco
Osteoartrite (OA) nos dedos das mãos é mais freqüente em mulheres e tem grande incidência familiar, favorecendo um mecanismo genético.
Osteoartrite em articulações que recebem carga, como quadris e joelhos, são mais freqüentes em obesos o mesmo podendo acontecer com a coluna vertebral.
Defeitos posturais como pernas arqueadas ou pernas em xis favorecem Osteoartrite de joelhos. Posição inadequada do fêmur em relação à bacia leva à degeneração cartilaginosa em locais específicos da articulação coxo-femural.
Do mesmo modo, defeitos nos pés levarão à instalação de Osteoartrite, sendo o joanete o melhor modelo. Entretanto, há pacientes que sofrem outro tipo de OA no dedo grande do pé que não se relaciona com defeito postural.
Hiperelasticidade articular, mais comum em mulheres, pode permitir que as superfícies articulares ultrapassem seus limites anatômicos e a cartilagem, deslizando em superfícies duras, sofre erosão. Osteoartrite OA entre fêmur e rótula (femuropatelar) é um exemplo comum.
Doenças metabólicas como diabete e hipotireoidismo favorecem o desenvolvimento de Osteoartrite.
Outras doenças que afetam a cartilagem como artrite reumatóide, artrite infecciosa e doenças por depósitos de cristais (gota e condrocalcinose) podem apresentar-se com o mesmo tipo de lesão e são rotuladas como Osteoartrite (OA) secundária.
Manifestações clínicas
O que se sente?
Antes da dor, os pacientes com OA podem reclamar de desconforto articular ou ao redor das articulações e cansaço. Posteriormente, aparece dor e, mais tarde, deformidades e limitação da função articular. No início, a dor surge após uso prolongado ou sobrecarga das articulações comprometidas.
Mais tarde, os pacientes reclamam que após longo período de inatividade como dormir ou sentar-se por muito tempo em Osteoartrite de quadrís ou joelhos, há dor no início do movimento que permanece alguns minutos.
São exemplos a dor discreta com rigidez que dura alguns minutos nos dedos pela manhã e nos joelhos também de manhã ou após algum tempo sentado. Nos pacientes que têm piora progressiva a dor fica mais forte e duradoura e as deformidades acentuam-se.
Na Osteoartrite de quadrís e joelhos, subir e descer escadas fica mais difícil assim como caminhadas mais longas.
A inflamação pode produzir aumento do líquido intra-articular. Nestas situações a dor aumenta, os movimentos ficam mais limitados e a palpação articular evidencia calor local além da presença do derrame.
Acredita-se que só o fato de uma articulação estar comprometida já é suficiente para que se desenvolva atrofia muscular, mas certamente a falta de movimentos completos e a inatividade são fatores coadjuvantes importantes. Em casos extremos, os pacientes necessitam fazer uso de bengalas ou muletas. Raramente um paciente com Osteoartrite de quadris ou joelhos vai para cadeira-de-rodas.
Osteoartrite (OA) das mãos.
Osteoartrite das mãos
É mais freqüente em mulheres. Pode haver comprometimento exclusivo das articulações próximas às unhas (interfalangianas distais). Após lenta evolução que não obrigatoriamente acompanha-se de dor e vermelhidão estas articulações ficam com proeminências ósseas duras e de distribuição irregular.
Com menor freqüência, podem ocorrer lesões semelhantes nas articulações interfalangianas proximais. A capacidade de preensão pode ficar bastante comprometida.
Local comumente envolvido é a articulação abaixo do polegar (trapéziometacarpiana). Com freqüência esta articulação, em ambas mãos, é a única envolvida.
A gravidade é bastante variável. Pode não afetar a função das mãos mas há casos de deslocamento do polegar para a região palmar e dor forte ao segurar-se objetos.
Osteoartrite (OA) dos pés
Osteoartrite dos pés
É comum o joanete. É o resultado de um defeito da posição dos ossos que formam a articulação do grande artelho com o médio-pé.
joanete
A Osteoartrite é conseqüente ao desgaste da cartilagem e do osso adjacente e conseqüente proliferação óssea anormal. Atrito provocado pelo uso de calçados forma uma bursa (cisto abaixo da pele) que inflama e dói.
Vários defeitos posturais ou da mecânica dos pés que não são corrigidos com calçados apropriados, exercícios, palmilhas ou cirurgia levam a lesões cartilaginosas e conseqüente OA. Os pés podem ficar bastante deformados e rígidos, dificultando a marcha e o uso de calçados.
Osteoartrite (OA) dos quadris (coxartrose)
Osteoartrite dos quadris
A grande maioria das coxartroses é secundária a defeitos da bacia ou fêmur congênitos ou adquiridos precocemente.
Quando as duas articulações estão envolvidas, obesidade deve ser um fator importante. A dor pode localizar-se na virilha, nádega, parte externa ou interna da coxa e, menos freqüentemente, irradiar-se ou ser unicamente no joelho. Em todas as situações haverá progressiva limitação dos movimentos da coxa, sendo comum dificuldade para colocar calçados e vestir calças.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico
Esta doença tem cura?
Qual a finalidade do tratamento?
O tratamento é esta receita somente ou devo repetí-la?
Há interferência com outros remédios que estou usando?
Quais os efeitos colaterias? Devo fazer exames de controle?
Existem problemas com obesidade e dieta?
Qual a importância de exercícios e repouso?
Que cuidados devo ter com meus hábitos diários, profissionais e de lazer? 


(c) Copyright 2001-2013 - ABC da Saúde Informações Médicas Ltda 

segunda-feira, 22 de julho de 2013


Artrite psoriática
O que é:
Artrite psoriática é um tipo de inflamação que aparece nas articulações dos indivíduos diagnosticados com psoríase. Os principais sintomas da artrite psoriática são a rigidez nas articulações e a dificuldade em movimentá-la. Ela é causada por uma evolução da psoríase e seu tratamento é feito com o uso de medicamentos e fisioterapia.
Artrite psoriática pode aparecer em qualquer idade, mas geralmente aparece em adultos entre os 30 e 50 anos. Costuma aparecer após 10 anos da manifestação da psoríase.
Sintomas da artrite psoriática
Os sintomas da artrite psoriática são:
dificuldade para realizar movimentos,
Diagnóstico da artrite psoriática
O diagnóstico da artrite psoriática é feito através da observação das lesões da pele causada pela psoríase e com exames radiológicos que confirmam a artrite psoriática, este tipo de exame é importante para diferenciar este tipo de artrite com a artrite reumatóide.
Tratamento para artrite psoriática
O tratamento para a artrite psoriática é direcionado para reduzir e controlar os sintomas, para isso são utilizados antiinflamatórios como o diclofenaco e o naproxen. Outra opção é a utilização de corticosteróides. Fisioterapia, crioterapia são tratamentos alternativos que podem ajudar a reduzir os sintomas causados pela artrite psoriática.
Tipos de artrite psoriática
Existem 5 tipos de artrite psoriática, são eles:
Artrite Mutilante: Este é o tipo mais agressivo de artrite psoríatica, tende a destruir as articulações.

Tratamento para artrite psoriática

Medicamentos para artrite psoriática
Os principais medicamentos utilizados para a doença são antiinflamatórios não esteróides como a aspirina, Iboprofeno, Naproxen e Diclofenaco.
O uso de corticosteróides como a Prednisona, é utilizado de forma ocasional uma vez que o uso prolongado desse medicamento pode manifestar efeitos colaterais como hematomas em baixo da pele, causando graves problemas estéticos principalmente para as mulheres.
Nos casos mais graves de artrite psoriática são utilizados medicamentos como hidroxicloroquina (Plaquenil) ou metotrexato (Folex, Rheumatrex) que aliviam os sintomas e diminuem as inflamações nas articulações.
Cirurgia para artrite psoriática
A cirurgia para a artrite psoriática é indicada quando a doença é muito agressiva e causa danos nas articulações. O objetivo da cirurgia é reconstituir ou substituir a articulação lesionada.
Tratamento caseiro para artrite psoriática
Para desenvolver a força muscular e a amplitude das articulações são recomendadas realizar também um tratamento caseiro para a artrite psoriática como exercícios físicos por exemplo, que ajudam muito no controle da dor. Alongamento e outra técnicas como massagem terapêutica são muito eficientes.


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Magnésio para o coração bater no ritmo
Caprichar no consumo desse mineral resguarda o peito contra arritmias. E o melhor: ele é facilmente encontrado nas castanhas e até na singela salsa.LÚCIA NASCIMENTO | fotos ALEX SILVA


· 
Bem que a gente gosta quando ele bate acelerado. Só que, longe do mundo das emoções, o ideal é que o coração mantenha sempre o mesmo ritmo. Em termos médicos, quando o baticum dispara ou reduz a marcha inesperadamente, para menos de 50 ou mais de 100 batimentos por minuto, é sinal de que existe uma arritmia. Algumas delas são congênitas, outras estão ligadas ao uso excessivo de certos medicamentos e, por incrível que pareça, também podem ser desencadeadas pela falta de magnésio no corpo. É que esse mineral participa das contrações do miocárdio, o músculo cardíaco.

"O coração possui um complexo sistema elétrico responsável por suas contrações", afirma o cardiologista Enrique Pachón, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, em São Paulo. "Ele apresenta um sistema condutor dos sinais elétricos, que os distribui a todas as células cardíacas de forma rápida e uniforme." É aí que entra o magnésio: para gerar o sinal, as células precisam de minerais como fósforo, potássio, cálcio e... generosas doses de magnésio. Sem algum deles, aumenta o risco de os batimentos ficarem irregulares. E essa simples irregularidade pode se tornar crônica.

"As primeiras alterações no miocárdio são assintomáticas, mas com o tempo culminam até mesmo em uma parada cardíaca", alerta o cardiologista Ricardo Gusmão, do Hospital Barra D’Or, no Rio de Janeiro. "Muitas arritmias provocadas pela falta de magnésio podem ser súbitas e fatais, principalmente em indivíduos com histórico de problemas no coração", justifica o alarme o cardiologista José Luís Aziz, da Faculdade de Medicina do ABC, na região metropolitana de São Paulo. Ao mesmo tempo que é impossível prevenir todo e qualquer tipo da doença, é, sim, viável evitar as arritmias que têm como estopim a carência nutricional de magnésio no organismo. É o que mostra uma pesquisa da Universidade Harvard, nos Estados Unidos.

De acordo com o estudo de Harvard, pessoas que consomem pelo menos 300 miligramas de magnésio diariamente têm 37% menor risco de morte súbita — que é a agressão máxima provocada pela falta de sincronização dos ritmos do peito. "Muitos descompassos do coração são transitórios e espontaneamente reversíveis. Porém, na ausência de magnésio, podem ser mais demorados ou permanentes", esclarece o cardiologista Aloyzio Achutti, do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.


Calma: é preciso muito descuido para que se instale uma carestia do mineral no organismo. É que o nutriente está presente em tantos alimentos que, mesmo sem perceber, a gente acrescenta boas doses dele ao prato, desde que a dieta seja balanceada. "Vegetais folhosos verde-escuros, legumes, frutas como o caju, a banana e a maçã, cereais integrais, nozes e castanhas são alguns exemplos", enumera Lucy Aintablian Tchakmakian, nutricionista e coordenadora adjunta do curso de nutrição do Centro Universitário São Camilo, em São Paulo.

As veias e as artérias que passam pelo órgão bombeador de sangue também são beneficiadas quando o sal mineral corre por ali com frequência. Ele atua na coagulação sanguínea, processo em que muitas substâncias interagem entre si para criar uma placa grossa que impede o escoamento do líquido vermelho. "As plaquetas são partículas formadas pela medula óssea e têm a capacidade de aderir a qualquer superfície quando fora dos vasos", explica o cardiologista Enrique Pachón. Assim, diante de um reles machucado, inicia-se a coagulação. Só que, quando há falhas no processo, originam-se os temidos trombos, que ameaçam entupir os vasos. Eles estão entre os estopins para infartos e derrames. "O magnésio é importante porque, sem ele, as plaquetas se tornam mais aderentes, propiciando os tais trombos", revela Pachón.

Outro motivo para o coração não perder a marcha vem do poder do magnésio em aumentar a sensibilidade à insulina. Por isso, ele ajuda a reduzir as taxas de açúcar no sangue e previne o diabete, um dos fatores de risco para problemas cardiovasculares. Pesquisa realizada na Universidade Justus-Liebig, na Alemanha, revela que suplementos diários do mineral, ingeridos por seis meses pelos participantes, são capazes de reduzir em quase 10% os níveis de glicose circulante. "O magnésio auxilia o transporte do açúcar através das membranas celulares e influencia na sua queima", explica a endocrinologista Monica Cabral, da Sociedade Brasileira de Diabetes. "O consumo insuficiente do mineral poderia provocar maior resistência à insulina, especialmente em pacientes com diabete tipo 2."

Como os nossos rins têm a capacidade de eliminar o excesso de magnésio, uma dieta rica no nutriente não traz riscos à saúde, exceto se quantidades muito além da conta forem ingeridas. E, nesse caso, o corpo dará sinais de que algo está errado. O melhor é manter o ritmo — o coração que o diga! — e não pecar nem pela falta nem pelo excesso.

TOP 10 DO MINERAL

Abaixo estão alguns dos alimentos mais ricos em magnésio. O número ao lado de cada um deles revela quanto possuem do nutriente em cada 100 gramas:

Salsinha crua: 698 mg
Cebola crua: 404 mg
Castanha-do-pará: 365 mg
Semente de linhaça: 347 mg
Castanha de caju torrada com sal: 327 mg
Amêndoa torrada e salgada: 222 mg
Café: 165 mg
Nozes: 153 mg
Espinafre refogado: 123 mg
Aveia em flocos: 119 mg

ELE NÃO GOSTA DE…
Em excesso, o cálcio dos laticínios, o fósforo do feijão, os fitatos dos cereais e o ácido oxálico do chá preto prejudicam a absorção de magnésio. Isso ocorre porque eles formam complexos insolúveis com o mineral, dificultando seu aproveitamento pelo organismo. "Consumir bebidas diuréticas, como a cerveja, também diminui sua absorção", lembra a nutricionista Luciana Setaro, da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo. Já as proteínas das carnes, a vitamina D da gema de ovo e a lactose do leite favorecem sua assimilação.

301 FUNÇÕES
Além de agir no coração, o magnésio tem participação em cerca de 300 processos fundamentais no corpo. Ele entra na formação de dentes e ossos, ajuda na transmissão dos impulsos nervosos, intervém no relaxamento dos músculos e na produção de energia celular… Ufa!


Medicamentos Biológicos, agora Planos de Saúde Paga!

O GRUPAR-RP - Grupo de Apoio ao Paciente Reumático de Ribeirão Preto é uma entidade sem fins lucrativos, fundada por pessoas portadoras dos mais diversos tipos de doenças reumáticas e apoiada por médicos reumatologistas da cidade e das faculdades de medicina de Ribeirão Preto.

O Grupar-RP tem por núcleo o Grupo EncontrAR e juntos realizam o Projeto Blogueiros da Saúde.

Qualquer publicação neste blog, trará no rodape do post a fonte, com Link para o artigo ou reportagem original.

Total de visualizações de página


Nosso sempre presidente Sr José Marcos e a queridíssima enfermeira Dirce

Popular no Blog

Expediente

Expediente

Blogroll

Labels

About

Link List

Blogger templates

Blogger news

Banner

Banner

Banner

Banner

Banner

Voce conhece alguém com alguma doença Reumática.

Banner

Grupo de Apoio ao Paciente Reumático de Ribeirão Preto e Região. Tecnologia do Blogger.

Seguidores