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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Remédio para doenças reumáticas pode ser eficaz contra diabetes tipo 2
Diacereína deve ser testada em pacientes com a doença até final do ano.
Base para descoberta foi efeito da aspirina contra a resistência à insulina.

Um remédio utilizado para o tratamento de doenças reumáticas pode ter efeito benéfico na diminuição da resistência do corpo à insulina, sintoma que pode desencadear diabates tipo 2. O remédio não apresentou efeitos colaterais notavéis durante, pelo menos, um ano.
Conhecido como diacereína, o fármaco é utilizado normalmente no tratamento de doenças reumáticas, porém Natália Tobar, pós-graduanda na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), conseguiu empregá-lo em ratos para reduzir a resistência do organismo das cobaias à insulina. A substância é responsável por transferir a glicose para dentro das células.
A droga, de origem vegetal, tem efeito anti-inflamatório. Dietas ricas em gorduras saturadas como carne de porco e leite acarretam inflamações subclínicas, mecanismos que pioram a absorção de insulina e aceleram a aterosclerose, doença caracterizada por placas chamadas ateromas nos vasos sanguíneos.
"Com a inflamação, o organismo tenta acompanhar a demanda maior por insulina, mas uma hora o pâncreas não aguenta", explica Mário José Abdalla Saad, orientador da tese de mestrado da médica e livre-docente em clínica médica na Unicamp.
Solução
Disponível desde a década de 1990 no Brasil, a diacereína poderia ser uma opção barata e eficaz para uma pandemia que afeta, pelo menos, 5% da população mundial. "No Brasil, o medicamento não pode ser caro pois irá beneficiar apenas a parcela pequena da população", afirma o médico. " A ideia é desenvolver uma pesquisa com efeito científico e social."

O especialista apresentou a pesquisa inicial com a droga, realizada em ratos, na 25ª Reunião Anual da Federação das Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), realizada entre 25 e 28 de agosto em Águas de Lindóia (SP).
Caso um medicamento seja desenvolvido a partir dos estudos clínicos, seria um complemento ao uso de metformina, principal droga de combate ao diabetes tipo 2. "Doenças crônicas complexas como hipertensão e diabetes precisam de uma associação de substâncias para serem enfrentadas", diz Mário Saad.
Do laboratório às prateleiras
Muito antes de chegar às farmácias, a equipe de Mário Saad e Natália Tobar precisa passar por mais etapas.

"É uma pesquisa experimental, testada em animais, uma tese de mestrado que será defendida em setembro, o estudo ainda não está publicado", diz o especialista em clínica médica. "Queremos pacientes obesos e diabéticos com esse remédio na Unicamp e já levamos o estudo para aprovação de um comitê de ética da universidade."
No Brasil, o medicamento não pode ser caro pois irá beneficiar apenas à parcela pequena da população. A ideia é desenvolver uma pesquisa com efeito científico e social"
Mário José Abdalla Saad,
livre-docente

Os testes em humanos, em uma fase chamada prova de conceito, deverão acontecer entre o final de 2010 e o começo do próximo ano, caso receba aval da Faculdade de Ciências Médicas da instituição de ensino estadual em Campinas (SP).
"Serve para reproduzir em humanos o padrão observado em animais", explica Mário. "Vinte pessoas, dez com placebo e dez recebendo a droga, são suficientes para a verificação."
Pode ser um caminho para o Ministério da Saúde financiar estudo posterior, com número maior de pacientes com diabetes tipo 2. "Isso é do interesse do sistema de saúde, são casos de uma droga existente, que pode ser barata para venda no mercado farmacêutico", afirma o especialista.
Aspirina
O efeito da inflamação de vias de insulina no corpo humano começou a ser combatida, há 20 anos, com estudos usando o ácido acetilsalicílico, outro nome para a aspirina.

O medicamento, comum no tratamento de dores de cabeça, também melhora a sensibilidade à insulina, porém somente com altas doses que levam a efeitos colaterais como zumbidos no ouvido e sangramentos gastrointestinais.
"A aspirina foi uma ferramenta usada para provar um conceito: se você bloquear a via inflamatória, bloqueia o diabetes", afirma Mário Saad.
Dieta, exercícios e terapia
Para o médico, a melhor receita para impedir o desenvolvimento de diabetes tipo 2 continua a ser uma combinação de dieta balanceada e rotina de exercícios. "Nós [médicos] sabemos que é difícil, o remédio serviria para aqueles que não conseguem dar conta de comer bem e se movimentar, para evitar esse risco de diabetes", diz o médico.

Encarada a princípio como um medicamento terapêutico, a diacereína também pode representar uma forma de prevenção à doença. A crescente população com glicemia entre 100 e 125, faixa considerada como propensa ao desenvolvimento de diabetes tipo 2, seria um dos principais alvos do emprego da droga.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Campanha Nacional da Psoríase tira dúvidas sobre a doença em 19 Estados
29 de outubro é o Dia Mundial da Conscientização da Psoríase;
a doença deve ser tratada por dermatologistas
  
As manchas avermelhadas espalhadas pelo corpo, típicas da psoríase, podem ser facilmente tratadas se o portador tiver o remédio mais importante: informação. A doença pouco discutida e ainda cercada de preconceito acomete duas a cada cem pessoas em todo o mundo, segundo dados da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia).
Como forma de dar suporte a quem desconhece a doença, que não é contagiosa mas não tem cura, a SBD começa uma campanha de conscientização nesta quinta-feira (29), Dia Mundial da Psoríase, com mais de 45 postos de orientação em 19 Estados brasileiros.
O órgão ainda organiza o lançamento da nova edição do Consenso Brasileiro da Psoríase e um simpósio em Brasília (DF), em 14 de novembro para fechar a campanha.
A dermatologista e coordenadora nacional da campanha, Claudia Maia, espera que a campanha consiga atingir milhares de pessoas.
- Nossa expectativa é de que pelo menos 50 mil pessoas sejam abordadas e aprendam a como identificar a doença, que não é contagiosa e não tem cura, mas pode ser controlada com o tratamento junto ao dermatologista.
A psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele que se manifesta, na maioria das vezes, por lesões róseas ou avermelhadas recobertas por escamas esbranquiçadas. Em alguns casos, as lesões podem estar apenas nos cotovelos, joelhos ou couro cabeludo. Já em outros, as lesões se espalham por toda a pele. Frequentemente, há acometimento das unhas. Embora seja pouco habitual, há casos em que as articulações também são afetadas causando a artrite psoriásica.
A doença tem picos de incidência aos vinte e poucos anos ou aos 50, mas não escolhe idade. Apesar de não provocarem dor, as lesões trazem prejuízos à qualidade de vida dos portadores, já que atingem a aparência, comprometendo a interação social e a autoestima.
Genética e estresse podem desencadear a doença
A psoríase é causada por vários fatores, podendo ser pela existência de um componente genético, o que não significa que seja, hereditário. Mas o surgimento das lesões pode ocorrer também pela reação a alguns medicamentos, infecções, ferimentos na pele e, principalmente, o estresse. É comum o surgimento da psoríase estar associado a crises emocionais.
Para não confundi-la com outras doenças de pele, o ideal é fazer um exame clínico com um dermatologista. Como a doença não se manifesta nos órgãos internos, exames laboratoriais têm pouca utilidade e são geralmente utilizados apenas para acompanhamento durante o uso de medicações. Para confirmação do diagnóstico, o dermatologista pode solicitar uma biópsia (retirada de um pedacinho da pele para análise).
A Sociedade Brasileira de Dermatologia lista diferentes tipos de psoríase. Há a psoríase vulgar ou em placas, que geralmente afeta cotovelos, joelhos, couro cabeludo, região lombo-sacra (que interliga as costas e a bacia) e umbigo; psoríase nas unhas ou ungueal, que pode envolver as unhas; e artrite psoriática, inflamações nas cartilagens e articulações, desenvolvendo dor, dificuldades nos movimentos e alterações na forma das articulações, entre outros tipos mais específicos.
Como tratar
São várias as formas de tratamento. Nas formas leves, são usadas pomadas, loções, xampus ou géis. Nas formas mais avançadas, além de duas ou três sessões de fototerapia por semana, podem ser indicados medicamentos de uso oral ou injetável, dependendo do caso.
As terapias biológicas (tratamentos imunológicos que estimulam as próprias respostas imunitárias dos doentes) são os tratamentos mais modernos para psoríase, mas por serem muito caras, destinam-se a casos especiais.
Mesmo não havendo cura, é possível controlá-la e levar uma vida normal. A evolução das lesões são imprevisíveis, mas podem não reaparecer durante muitos anos e, algumas vezes, nunca mais voltar. Porém, para a maioria dos pacientes, a psoríase é uma doença crônica com períodos de erupções e períodos sem manifestações visíveis.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Cientistas estudam impacto da terapia em pessoas com esclerose sistêmicaO corpo fica frágil e passível de infecções e invasões de micro-organismos estranhos até que receba os novos grupamentos de células defesa. A teoria do combate é perfeita


O transplante de células da medula óssea em pacientes com doenças autoimunes reumatológicas, como lúpus, esclerose sistêmica e artrite reumatoide, divide opiniões na comunidade médica. O procedimento é, hoje, muito usado em pacientes com tumores hematológicos graves e que têm como principal chance de sobrevivência a arriscada “reprogramação do sistema imunológico”. Arriscada porque, antes do transplante, o paciente é submetido a uma intensa terapia imunossupressora, em que todas as defesas do organismo são devastadas e dão lugar a um novo exército de células sem qualquer informação prévia das antigas batalhas. O corpo fica frágil e passível de infecções e invasões de micro-organismos estranhos até que receba os novos grupamentos de células defesa. A teoria do combate é perfeita. A grande questão está em saber quais pacientes podem resistir a essa última grande batalha.

Na busca pelo uso dessa terapia em pacientes que sofrem com a esclerose sistêmica, um grupo formado por pesquisadores brasileiros e norte-americanos publica, na edição desta semana da revista The Lancet, novidades para a aplicação e a triagem de pacientes passíveis ao tratamento. Atualmente, a esclerose sistêmica mostra-se especialmente interessante para a evolução clínica desses transplantes, já que os resultados das estratégias atuais contra o mal, incluindo os das terapias biológicas, são muitas vezes insatisfatórios. Após uma análise retrospectiva de 90 indivíduos transplantados e acompanhados em média por três anos, cientistas brasileiros e americanos que participam da equipe de pesquisa concluíram que o procedimento não é indicado a pacientes com esclerose sistêmica difusa ou limitada e comprometimento cardíaco grave.


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Ministério da Saúde redefine regras para atendimento domiciliar pelo SUS
Medida vale para cidades do país com 20 mil habitantes ou mais.
Serviço busca reduzir internações em hospitais e humanizar tratamento.
O Ministério da Saúde redefiniu as regras para atenção domiciliar pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (28) e vale para todos os municípios com população igual ou superior a 20 mil habitantes.
O governo entende como atenção domiciliar um conjunto de ações de promoção, prevenção e tratamento de doenças ou reabilitação oferecidas na casa do paciente. Esse atendimento pode substituir ou complementar a internação hospitalar ou ambulatorial.

Segundo o ministério, a atenção domiciliar pretende reduzir a demanda por internações, humanizar os serviços prestados aos pacientes e aumentar a autonomia deles.
A proposta prevê a adoção de um modelo baseado no trabalho de equipes multiprofissionais e interdisciplinares, além dos familiares e de um eventual cuidador. Também é exigida a atuação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que atende no número 192.
As novas regras também falam sobre a carga horária dos profissionais destinados à atenção domiciliar, como médicos, enfermeiros, assistentes sociais, fonoaudiólogos, nutricionistas, dentistas, psicólogos, farmacêuticos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.
Algumas normas variam conforme o tamanho da população de cada cidade, e há três modalidades diferentes de atenção domiciliar previstas na portaria. De acordo com o texto, os recursos para custear essas atividades vêm do orçamento do Ministério da Saúde.

terça-feira, 28 de maio de 2013

BRASIL: OMS Lança Campanha Para Prevenção de Doenças Reumáticas
Problemas de ossos e juntas geralmente são relacionados à idade avançada. Mas é justamente na juventude que a pessoa deveria se cuidar para, lá na frente continuar tendo uma vida saudável e sem restrições.

Com o objetivo de conscientizar e informar as pessoas sobre a

importância de cuidar da saúde dos ossos que a Organização Mundial de Saúde (OMS) estabeleceu que a primeira década deste novo século seria a Década dos ossos e das articulações.

No mundo todo, as chamadas doenças reumáticas estão entre as principais causas de incapacitação. Ao todo, são mais de 100 tipos e manifestações. No Brasil, estima-se que elas atinjam mais de 15 milhões de pessoas.

Mas esse quadro pode ser revertido através da prevenção. Alimentação, exercício físico, controle do peso e exames específicos são hábitos que renderão ossos sempre fortes e saudáveis.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, Sebastião Radominsky, o objetivo da OMS é informar que, procurando manter uma boa qualidade de vida, no fim de 10 anos a incidência dessas doenças e suas complicações terão sofrido uma redução de 30%.

Reumatismo

O termo reumatismo popularmente está relacionado a dores musculares e a doenças ósseas e articulares. Artrose, tendinite, bursite, gota, artrite e espondilite anquilosante, são alguns exemplos.

Segundo Jamil Natour, chefe do setor de Reabilitação em Reumatologia da Unifesp, a doença reumática é normalmente crônica.

“A sua causa não é bem conhecida, mas está relacionada à imunidade, isto é, ao nosso sistema de defesa, que por razões pouco conhecidas passa a agredir o próprio organismo”, explica.

O diagnóstico da doença reumática não é simples e envolve a história dos sintomas, o exame físico, exames de laboratório e radiografias.

“Freqüentemente as manifestações reumáticas se confundem com outras doenças. O paciente com doença de Parkinson que apresenta dificuldade de movimentação pode confundir seus sintomas com o reumatismo”, diz o médico.

Tratamento

Cada tipo de doença reumática apresenta aspectos clínicos e terapêuticos diferentes. A dor é o principal sintoma do reumatismo. No tratamento das doenças reumáticas destacam-se a aspirina, a cortisona e os antiinflamatórios não hormonais (aspirina, indometacina, naproxeno, piroxican, etc).

Em algumas situações são usados medicamentos imunossupressores, isto é, substâncias que inibem as defesas do organismo (ciclofosfamida, azatioprina, metotrexato).

Além dos medicamentos, o reumatismo se beneficia com procedimentos tipo repouso, calor, exercícios, hidroterapia, massagens, ultra-som, estimulação elétrica, acupuntura, etc. Algumas vezes há necessidade de se somar à psicoterapia ao tratamento.
Fonte: http://www.boasaude.com.br/noticias/3069/brasil-oms-lanca-campanha-para-prevencao-de-doencas-reumaticas.html

sexta-feira, 24 de maio de 2013

SP teve 90% das mortes por gripe H1N1 no país em 2013, diz ministério
Em todo o país, foram 61 óbitos pela gripe A, 55 só no estado de SP.
Ministério da Saúde manifestou 'preocupação' e enviou equipe ao estado.

O estado de São Paulo concentrou 90% das mortes pela gripe A(H1N1) entre o começo deste ano e o dia 12 de maio, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (21). Dos 61 óbitos em todo o país em razão da doença, 55 foram em São Paulo.
Os dados fazem parte do balanço de vacinação de gripe apresentado pelo governo federal. As informações apontam que foi superada a meta de vacinar 80% do público-alvo (crianças de até 2 anos, trabalhadores de saúde, gestantes, mulheres até 45 dias após o parto, indígenas e idosos). De modo geral, 83,7% do público-alvo foram vacinados durante a campanha deste ano.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, manifestou "preocupação" com o que acontece no estado de São Paulo e disse que enviou uma equipe ao estado.
"Há preocupação especial para aquilo que ocorre no estado de São Paulo. Hoje, de todos os casos de óbitos, 90% ocorreram no estado. Identificamos antecipação de casos de H1N1 no estado. Então, tem uma preocupação especial para o que acontece no estado de São Paulo", disse Padilha durante apresentação dos dados.
Padilha havia dito inicialmente que havia suspeita de que o uso do medicamento antiviral tamiflu (oseltamivir) não estava sendo aplicado nas primeiras 24 horas após suspeita da doença, sem necessidade de confirmação por exame laboratorial.
No entanto, mais tarde, a assessoria do Ministério da Saúde corrigiu a informação dada pelo ministro. Segundo a assessoria, Padilha "se enganou" e o correto é que o medicamento seja usado nas primeiras 48 horas.
Conforme o ministro, haverá uma investigação detalhada sobre os casos de óbito e uma força-tarefa do ministério foi enviada para o estado Além disso, disse ele, serão feitas conferências periódicas com autoridades paulistas para tentar conter o crescimento de óbitos.
Em São Paulo, foram verificados 328 casos da gripe A(H1N1), sendo que 55 levaram o paciente a óbito. Em todo o país, foram 388 casos e 61 deles com morte. Em todo o ano passado, os 2614 casos levaram a 351 mortes.
O ministério também informou que o estado de São Paulo registrou alta de 66% nas mortes por H1N1 de janeiro a 11 de maio deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 55 mortes em 2013 contra 33 mortes em 2012.
Grupo prioritário
Porcentagem de vacinados
Puérperas (até 45 dias após parir)
100
Trabalhadores de saúde
93
Crianças de até dois anos
88,4
Idosos
82,3
Indígenas
74,7
Gestantes
73,6
 Números
Foram aplicadas 32,4 milhões de doses de vacina para proteção contra a gripe A (H1N1), A (H3N2) e B em todo o país. Entre os grupos prioritários, o que obteve menor percentual de cobertura da vacinação foi o das gestantes, com 73,6%. O grupo com maior cobertura foi o de mulheres com até 45 dias após o parto, que atingiu 100%.

O ministério informou que sete estados não haviam atingido a meta até 12 de maio: Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso, Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte. O ministro destacou que, mesmo em estados nos quais a meta foi atingida, é preciso atenção de municípios que não cumpriram o percentual ou de grupos específicos dentro de cada localidade.
"O fato de termos superado a meta nacional não significa a superação da meta estadual ou dos municípios. É necessário que façam ações, prorroguem campanha de vacinação e realizem busca ativa dos grupos de risco. Há proporção maior de gestantes que não se vacinam", disse, ao ressaltar que é preciso superar o mito de que a vacina pode causar efeitos colaterais.
Segundo ele, os profissionais também foram orientados para receitar tamiflu assim que surgirem suspeitas de gripe H1N1 e que outras pessoas do convívio pessoal também devem tomar o medicamento. "O Tamiflu tem que estar mais perto, retiramos regra mais restritiva para receitar, dupla receita. O remédio não tem que ficar trancado dentro do posto de enfermagem."
De acordo com Padilha, "não se confirmou a dúvida de que o uso disseminado [do Tamiflu] poderia causar resistência ao vírus".
O ministro Alexandre Padilha fez um apelo para que aqueles que ainda não se vacinaram compareçam aos postos de saúde em razão da proximidade do inverno mais rigoroso.
"Para que a vacina tem grau maior de proteção, é preciso ser tomada de 10 a 15 dias antes da chegada do inverno mais rigoroso. Sua duração mais eficaz é de dois meses a dois meses e meio", disse, ressaltando que é preciso já ter se vacinado quando o frio intenso começar.
Sintomas
Veja abaixo uma tabela que ajuda a diferenciar os sintomas de gripe (comum e H1N1), resfriado e dengue:

·          
Características
Resfriado
Gripe (comum e H1N1)
Dengue
Febre (Foto: Arte/G1)
Não chega a 38º C
Costuma ser alta, acima de 38º C
Alta, de início súbito
Dor de cabeça (Foto: Arte/G1)
Fraca
Intensidade média
Forte
Dor muscular (Foto: Arte/G1)
Fraca
Intensidade média
Forte. Também causa dor nos ossos e nas articulações, razão pela qual também é conhecida como "doença quebra-ossos"
Dor de garganta (Foto: Arte/G1)
Pode haver
Pode haver
Não
Tosse (Foto: Arte/G1)
Fraca
Geralmente forte
Não
Espirros (Foto: Arte/G1)
Sim
Sim
Não
Mal-estar (Foto: Arte/G1)
Sim
Sim
Sim, com tontura e moleza
Cansaço (Foto: Arte/G1)
Fraco
Médio
Intenso
Secreção nasal (Foto: Arte/G1)
Intensa
Intensa
Não
Muco (catarro) (Foto: Arte/G1)
Intenso
Intenso
Não
Diarreia (Foto: Arte/G1)
Não
Pode haver
Pode haver
Dor nos olhos (Foto: Arte/G1)
Apenas quando há conjuntivite associada
Apenas quando há conjuntivite associada
Sim, e piora com o movimento dos olhos
Manchas vermelhas (Foto: Arte/G1)
Não
Não
Sim, principalmente no tórax e nos braços. É mais comnum na dengue hemorrágica ou na fase final do tipo clássico
Calafrios (Foto: Arte/G1)
Não
Sim, associados à febre
Sim, associados à febre
Perda de apetite (Foto: Arte/G1)

Comum e associado à perda do paladar e do olfato
Comum e associado à perda do paladar e do olfato
Comum e associado à perda do paladar
Complicações (Foto: Arte/G1)
Geralmente não há, mas pode evoluir para uma sinusite
Pneumonia, broncopneumonia, otite, bronquite, sinusite e insuficiência respiratória
Ocorrem nos casos mais graves, como o tipo hemorrágico. Pode haver sangramento, insuficiência circulatória e choque, entre outros problemas, sendo capaz de levar à morte
Duração (Foto: Arte/G1)
De dois a quatro dias. Em fumantes, pode chegar a uma semana
Uma semana
De 10 a 12 dias
Fontes: Infectologista Caio Rosenthal, do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo e do Instituto de Infectologia Emílio Ribas; clínico geral e infectologista Paulo Olzon, da Escola Paulista de Medicina/Unifesp, e Ministério da Saúde


Veja dicas de saúde que melhoram a qualidade de vida das mulheres






Combata as doenças reumáticas: Apesar de afetar homens e mulheres, jovens e idosos, o público com maior prevalência de doenças reumáticas é formado por mulheres entre 20 e 60 anos. 

Entre as mais de 120 doenças dessa categoria catalogadas, as que mais incidem em mulheres são lúpus, osteoporose, fibromialgia e artrite reumatoide.

A artrite reumatoide é o tipo mais comum de doença que provoca inflamação das juntas. Estima-se que as doenças reumáticas já afetam 6% da população ou aproximadamente 12 milhões de brasileiros. 

Segundo Geraldo Castelar, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, as mulheres devem ficar atentas a alguns fatores de riscos entre os quais história familiar de doença reumática, hormonais, ambientais, idade avançada, obesidade, tabagismo, sedentarismo, estresse, ansiedade, depressão, consumo de bebidas alcoólicas e ingestão de remédios em excesso, entre outros fatores.
 

A recomendação é para que percebidos os primeiros sintomas de doenças reumáticas (dor, inchaço e rigidez nas juntas), o paciente procure o serviço médico mais próximo da sua residência.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Epidemia de dengue atinge 33 cidades do interior de São Paulo
As cidades de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto decretaram estado de emergência. Em todo o país, mais de 700 mil pessoas foram infectadas.
João Carlos Borda e Suelen SilveiraRibeirão Preto e São José do Rio Preto, SP
A dengue já se transformou em epidemia em 33 cidades do interior de São Paulo. A cidade de Ribeirão Preto decretou estado de emergência. De janeiro a março foram registrados 3.409 casos. No ano passado, no mesmo período, foram 98 casos. As unidades de pronto atendimento da rede pública ficam lotadas, e o atendimento aumentou quase 50% no último mês. É a oitava epidemia de dengue na cidade, quarta nos últimos cinco anos. Em 2010 houve nove mortes, e em 2011 a doença matou 12 pessoas.
saiba mais

Quase cinco mil pessoas foram infectadas pela dengue também em São José do Rio Preto. A situação é bastante preocupante e a prefeitura já decretou estado de emergência desde o fim do mês de março. Três pessoas morreram, entre elas uma criança de 9 anos. As salas de espera ficam lotadas nas unidades de saúde e as pessoas esperam até quatro horas por atendimento. Por causa disso a prefeitura montou tendas do lado de fora, dobrando a capacidade da unidade. Em todo o país, mais de 700 mil pessoas já foram infectadas.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Pensionista pode pedir a troca de benefício

Pensionistas podem elevar o valor de seu benefício desde que o segurado
 (marido ou pai, por exemplo) tenha continuado a contribuir com o INSS
(Instituto Nacional do Seguro Social) depois de se aposentar, até a sua morte.
 Embora esse direito não seja reconhecido pela Previdência Social, o argumento
usado para ingresso de ação na Justiça é o mesmo que para pedir a
desaposentadoria do beneficiário vivo. A troca da aposentadoria substitui o
rendimento atual por outro maior, que incorpora as contribuições do segurado
desde que ele se aposentou.
No Grande ABC, existem 108.343 pensionistas com média de benefício de
 R$ 1.118,32. Embora não seja possível estimar quantos deles poderiam se
beneficiar com a medida, a Associação dos Aposentados e Pensionistas do
Grande ABC acredita que em torno de 30% dos aposentados seguem trabalhando
mesmo depois de dar entrada no benefício. O percentual abrange cerca de 52 mil pessoas.
Enquanto na semana passada o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que os
 aposentados que continuam na ativa e contribuindo com o INSS têm o direito de
 renunciar ao benefício atual para requerer outro em condição mais vantajosa,
 não existe, até o momento, decisão relacionada à troca de benefício dos pensionistas.
 Além disso, nos casos o INSS pode recorrer do resultado judicial. Embora a
desaposentadoria do segurado em vida e do dependente sejam vistas de formas
diferentes no âmbito judiciário, é possível entrar com processo.
"É preciso levantar o número de contribuições do segurado falecido e os valores
pagos, junto ao INSS, para então fazer o cálculo e ver se vale a pena solicitar a
 troca da pensão", orienta o advogado previdenciário Patrick Villar, do escritório
Zenti & Villar Advogados Associados. "Se a mudança for vantajosa, é
 importante que o pensionista ingresse com ação na Justiça o quanto antes
, pois se houver ganho de causa, a correção é feita a partir da data do pedido."
PRECAUÇÃO - Para a vice-presidente do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito
 Previdenciário), Adriane Bramante, o melhor é esperar e aguardar as próximas
 decisões acerca da desaposentadoria para trabalhadores na ativa já que,
até o fim de junho, o STF (Supremo Tribunal Federal) deverá votar a questão.
"Os juízes hoje entendem que a pensionista, mesmo sendo a atual beneficiária,
não pode pedir a renúncia em nome de terceiros."
HISTÓRICO - Na quarta-feira, o STJ determinou que aposentados que seguem
trabalhando e contribuindo com o INSS têm direito à troca do benefício e, para isso,
não têm de devolver valores que receberam desde o início do pagamento da aposentadoria.
Outra vantagem da decisão é o tempo do julgamento, que deverá ser reduzido de
 cinco para até três anos.
Conforme explica Adriane, o assunto foi escolhido para ser julgado pelo STJ por
 ser um recurso repetitivo, ou seja, o tema é presente em várias ações e cabe
 decisão comum a todos eles.
Ela conta que, apesar da decisão do órgão, há processos em que o INSS
 entra com dois tipos de recurso: especial e extraordinário. Como o STJ
julga o especial, poderá haver decisão favorável. No entanto, o extraordinário
é julgado pelo STF, de quem é a palavra final, e que deverá se posicionar até o fim do primeiro semestre.
Prazo para recolhimento da contribuição de abril vence amanhã
Os contribuintes individuais (autônomos e trabalhadores sem registro em carteira)
, facultativos (donas de casa e estudantes) e empregadores domésticos têm até
 amanhã, dia 15, para efetuar o pagamento da contribuição do INSS
 (Instituto Nacional do Seguro Social) referente a abril.
Quem perder o prazo, terá de pagar o valor atrasado acrescido de multa diária
de 0,33%, regida pela taxa básica de juros, a Selic, mensal.
O INSS alerta que o segurado deve ficar atento às alíquotas de contribuição.
 Quem recolhe sobre o salário-mínimo deve ter como referência o valor atual
 (R$ 678) pagando R$ 135,60 referentes ao percentual de 20%, R$ 74,50 para
 o de 11% e R$ 33,90 para 5% (essa alíquota é destinada a empreendedores
 individuais e donas de casa de baixa renda, cuja família ganhe até dois mínimos).
 É válido lembrar que só tem direito a se aposentar por tempo de contribuição
 quem pagar 20%.
No caso dos empregados domésticos, o empregador recolhe 12% e o trabalhador,
 8%.
O prazo para o recolhimento da contribuição vence no dia 15 de cada mês. Se a
data cair em feriado ou fim de semana, o pagamento transferido para o primeiro
dia útil seguinte.

Medicamentos Biológicos, agora Planos de Saúde Paga!

O GRUPAR-RP - Grupo de Apoio ao Paciente Reumático de Ribeirão Preto é uma entidade sem fins lucrativos, fundada por pessoas portadoras dos mais diversos tipos de doenças reumáticas e apoiada por médicos reumatologistas da cidade e das faculdades de medicina de Ribeirão Preto.

O Grupar-RP tem por núcleo o Grupo EncontrAR e juntos realizam o Projeto Blogueiros da Saúde.

Qualquer publicação neste blog, trará no rodape do post a fonte, com Link para o artigo ou reportagem original.

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Nosso sempre presidente Sr José Marcos e a queridíssima enfermeira Dirce

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