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sexta-feira, 17 de maio de 2013


O que é Esclerodermia?
Sinônimos: Esclerose sistêmica
A esclerodermia é uma doença do tecido conjuntivo que envolve alterações na pele, nos vasos sanguíneos, nos músculos e nos órgãos internos. Ela é um tipo de doença autoimune, um problema que ocorre quando o sistema imunológico ataca e destrói tecidos saudáveis do corpo por engano.
Causas
A causa da esclerodermia é desconhecida. As pessoas com essa doença têm um acúmulo de uma substância chamada colágeno na pele e em outros órgãos. Esse acúmulo leva aos sintomas da doença.
A doença geralmente afeta pessoas de 30 a 50 anos. As mulheres desenvolvem esclerodermia com mais frequência do que os homens. Algumas pessoas com esclerodermia têm um histórico de contato com pó de sílica e cloreto de polivinil, mas muitas nunca tiveram contato com essas substâncias.
A esclerodermia disseminada pode ocorrer com outras doenças autoimunes, incluindo lúpus eritematoso sistêmico e polimiosite. Nesses casos, a doença é chamada de doença mista do tecido conjuntivo.
Exames
O médico realizará um exame físico. O exame poderá mostrar pele endurecida, rígida ou espessa.
Sua pressão arterial será verificada. A esclerodermia pode causar inflamações agudas de pequenos vasos sanguíneos, como os vasos dos rins. Problemas nos rins podem causar pressão alta.
Os exames de sangue podem incluir:
·         Painel de anticorpos antinucleares (ANA)
·         Exame de anticorpos
·         Taxa de sedimentação de eritrócitos (TSE)
·         Fator reumatoide
Outros exames podem incluir:
·         raio X do tórax
·         Tomografia computadorizada dos pulmões
·         Ecocardiograma
·         Urinálise
·         Exames para ver o funcionamento dos pulmões e do trato gastrointestinal (GI)
·         Biópsia da pele
Sintomas de Esclerodermia
Alguns tipos de esclerodermia afetam somente a pele, mas outros afetam todo o corpo.
·         A esclerodermia localizada geralmente afeta apenas a pele das mãos e do rosto. Ela se desenvolve lentamente e, raramente, se espalha pelo corpo ou causa complicações sérias.
·         A esclerodermia sistêmica, ou esclerose, pode afetar grandes áreas da pele ou órgãos, como o coração, os pulmões ou os rins. Existem dois tipos principais de esclerodermia sistêmica: doença limitada (síndrome CREST) e doença difusa.
Os sintomas da esclerodermia na pele podem incluir:
·         Dedos das mãos ou dos pés que ficam azulados ou brancos em reação a temperaturas altas e frias (Consulte: fenômeno de Raynaud)
·         Perda de cabelo
·         Rigidez da pele
·         Pele anormalmente clara ou escura
·         Espessamento da pele, rigidez e endurecimento dos dedos, das mãos e do antebraço
·         Pequenos nódulos brancos abaixo da pele que às vezes liberam uma substância branca semelhante a creme dental
·         Feridas (úlceras) na ponta dos dedos das mãos ou dos pés
·         Pele do rosto rígida e repuxada
Os sintomas nos ossos e nos músculos podem incluir:
·         Dor nas articulações
·         Dormência e dor nos pés
·         Dor, rigidez e inchaço nos dedos e nas articulações
·         Dor no pulso
Problemas respiratórios podem ser resultado de cicatrizes nos pulmões e podem incluir:
·         Tosse seca
·         Falta de ar
·         Respiração ofegante
Problemas no trato digestivo podem incluir:
·         Inchaço após as refeições
·         Constipação
·         Diarreia
·         Dificuldade para engolir
·         Refluxo do esôfago ou azia
·         Problemas para controlar as fezes (incontinência fecal)
Buscando ajuda médica
Marque uma consulta com seu médico se:
·         Apresentar sintomas de esclerodermia
·         Tiver esclerodermia e os sintomas se agravarem ou novos sintomas se desenvolverem
Tratamento de Esclerodermia
Não existe um tratamento específico para a esclerodermia.
Seu médico prescreverá medicamentos e outros tratamentos para controlar os sintomas e evitar complicações.
Os medicamentos usados para tratar a esclerodermia incluem:
·         Medicamentos antiinflamatórios potentes chamados de corticoides
·         Medicamentos imunosupressores, como metotrexato e Cytoxan
·         Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs)
Outros tratamentos para sintomas específicos podem incluir:
·         Medicamentos para azia ou problemas para engolir
·         Medicamentos para a pressão arterial (principalmente os inibidores da ECA) para pressão alta ou problemas nos rins
·         Terapia com luz para aliviar o espessamento da pele
·         Medicamentos para melhorar a respiração
·         Medicamentos para tratar o fenômeno de Raynaud
O tratamento geralmente envolve fisioterapia.
Expectativas
Algumas pessoas com esclerodermia têm sintomas que se desenvolvem rapidamente nos primeiros anos e continuam se agravando. No entanto, na maioria dos pacientes, a doença se agrava lentamente.
As pessoas que só apresentam sintomas na pele têm um prognóstico melhor. A esclerodermia disseminada (sistêmica) pode danificar o coração, os rins, os pulmões ou o trato gastrointestinal, o que pode levar à morte.
Problemas nos pulmões são a causa mais comum de morte em pacientes com esclerodermia.
Complicações possíveis
A causa mais comum de morte em pessoas com esclerodermia são as cicatrizes nos pulmões, chamadas de fibroses pulmonares.
Outras complicações da esclerodermia incluem:
·         Câncer
·         Insuficiência cardíaca
·         Pressão alta nos pulmões (hipertensão pulmonar)
·         Insuficiência renal
·         Problemas para absorver os nutrientes dos alimentos (má absorção)

Prevenção
Não há formas de prevenção conhecidas. Reduzir sua exposição ao pó de sílica e cloreto de polivinil pode reduzir o risco dessa doença.

quinta-feira, 16 de maio de 2013


PLANOS DE SAÚDE DEVEM JUSTIFICAR RECUSA DE ATENDIMENTO EM 48H A PARTIR DE HOJE


Planos de saúde que negarem cobertura de exames, procedimentos e consultas,
 deverão justificar por escrito, a partir dessa terça-feira, o motivo de ter negado
 autorização para qualquer procedimento médico, mediante solicitação do usuário.
 A negativa de cobertura respondeu por 76% das reclamações recebidas em 2012 
pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão regulador do sistema.

Até ontem, somente a negativa injustificada de atendimento poderia provocar a 

suspensão da venda do plano. Os planos de saúde são avaliados a cada três meses e,
 na primeira queixa, são penalizados com multa. Mas, caso sejam reincidentes na 
reclamação, a venda total ou parcial do plano pode ser suspensa e os dirigentes 
técnicos da operadora, afastados provisoriamente. O próximo ciclo de suspensões
 de planos deve ser anunciado em julho.

Em entrevista concedida em abril, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que

 os tipos de queixa que podem levar o plano de saúde a ter as vendas suspensas
 aumentaram. "A negativa de atendimento dentro do rol de procedimentos 
obrigatórios que o plano deve cumprir, negativa no período de carência, não
 oferecer ou negar exame, não garantir o reembolso passam a ser reclamações
 monitoradas para suspensão do direito de venda", explicou o ministro.

O ministro pede que o consumidor lesado pelo mau atendimento do plano de saúde 

denuncie o fato à ANS. "O que queremos é estimular a reclamação, que o usuário 
comunique a ANS. A queixa registrada pelo usuário é decisiva para o controle de 
qualidade que é preciso ser feito nos planos de saúde", afirmou.

Como fazer
De acordo com informações da assessoria de imprensa da ANS, o usuário deverá

 fazer a solicitação para obter a recusa por escrito no prazo de 48h - só a partir
 do pedido é que a entrega será obrigatória.

A recusa escrita "deve ser transmitida ao beneficiário solicitante em linguagem

 clara, indicando a cláusula contratual ou o dispositivo legal que justifiquem o 
motivo da negativa". Ela poderá ser dada por correspondência ou por e-mail,
 conforme escolha do usuário do plano, sempre respeitado o limite de 48h para
 entrega.

Multas
Se a operadora deixar de informar por escrito os motivos da negativa de cobertura

 previstos em lei (desde que seja solicitada pelo usuário) pagará multa de R$ 30 mil.
 Se o caso for de urgência e emergência, a multa será de R$ 100 mil.

Conforme a agência, atualmente o País possui 47,9 milhões de beneficiários com 

planos de assistência médica e 18,6 milhões com planos exclusivamente odontológicos.

terça-feira, 14 de maio de 2013



GOTA
Gota é uma doença caracterizada pela elevação de ácido úrico no sangue e surtos de artrite aguda secundários ao depósito de cristais de monourato de sódio.
A concentração normal de ácido úrico no sangue é até 7,0 mg/100ml. Dependendo do país estudado, pode chegar a 18% a população com ácido úrico acima de 7mg%. Entretanto, somente 20% dos hiperuricêmicos terão gota. Ou seja, ter ácido úrico alto não é igual a gota.
É importante detectar quem tem ácido úrico elevado pois muitas vezes esses indivíduos têm pressão alta, são diabéticos e têm aumento de gordura no sangue com aterosclerose e a descoberta da hiperuricemia faz com que indiretamente sejam diagnosticados os problemas sérios que já existiam.
Outro risco para hiperuricemia é desenvolver cálculos renais de ácido úrico ou, raramente, doença renal.
É uma doença de homens adultos. As mulheres passarão a ter crise de gota após a menopausa. Pode haver diagnóstico de gota em homem e mulher jovem mas certamente são situações raras.
Como se desenvolve? 
 
O mecanismo produtor da doença mais freqüente é a ausência congênita de um mecanismo enzimático que excreta ácido úrico pelos rins. Não havendo eliminação adequada, aumenta a concentração no sangue
Outro defeito enzimático, bem menos comum, produz excesso de ácido úrico. Os rins, mesmo normais, não conseguem eliminar a carga exagerada de ácido úrico e este acumula-se no sangue
Quando há hiperprodução há hiperexcreção renal de ácido úrico. Pode ser detectada medindo-se o ácido úrico em urina de 24 horas. Confirmando-se hiperexcreção, deve-se procurar outras causas menos comuns de hiperexcreção como policitemia vera (excesso de glóbulos vermelhos) e psoríase. Cabe ao médico orientar exames nesse sentido
Alguns medicamentos diminuem a excreção renal do ácido úrico. Exemplos freqüentes são diuréticos e ácido acetil salicílico em dose baixa. Se esses não devem ser retirados é preferível mantê-los e tratar a gota. Quando a causa da hiperuricemia não é enzimática fala-se em gota secundária.
Clínica
Pacientes gotosos podem permanecer 20 a 30 anos com ácido úrico elevado antes da primeira crise. Em alguns casos, já houve crise de cálculo urinário.
A crise de artrite é bastante típica: o indivíduo vai dormir bem e acorda de madrugada com uma dor insuportável que em mais de 50% das vezes compromete o dedo grande do pé.
Gota 1
Há situações de dor tão forte que os pacientes não toleram lençol sobre a região afetada. Pode haver febre baixa e calafrios. A crise inicial dura 3 a 10 dias e desaparece completamente. O paciente volta a levar vida normal. Fica sem tratamento porque não foi orientado ou porque não optou pelo que foi prescrito.
Nova crise pode voltar em meses ou anos. A mesma articulação ou outra pode ser afetada. Qualquer articulação pode ser atingida. As dos membros inferiores são preferidas mas encontram-se gotosos com graves deformidades nas mãos. Não havendo tratamento, os espaços entre as crises diminuem e sua intensidade aumenta. Os surtos ficam mais prolongados e, mais tarde, com tendência a envolver mais de uma articulação. Há casos em que algumas articulações não ficam mais livres de sintomas.
Gotosos que tiveram seu diagnóstico tardiamente e os que não se tratam têm cristais de monourato de sódio depositados nas articulações, tendões, bursas e cartilagens (tofos). Podem assumir volumes enormes e deformarem gravemente as articulações.
Gota 2
São muito característicos os tofos volumosos localizados nos cotovelos. Apesar de não ser comum, quando aparecem na cartilagem do ouvido são úteis para diagnóstico de gota.
Gota 3
Diagnóstico
Na primeira crise, o diagnóstico definitivo de gota só é feito se forem encontrados cristais de ácido úrico no líquido aspirado da articulação.
Na ausência de líquido articular, mesmo sendo no dedo grande do pé, a primeira crise não deve ser rotulada antes de um período de acompanhamento pois há outras causas de inflamação neste local. Lembrar que somente 20% dos hiperuricêmicos terão gota. Se exames e a evolução não definirem outra doença o paciente deve ser seguido como portador de gota.
Pode ser muito fácil quando houver uma história clássica de monoartrite aguda muito dolorosa de repetição e ácido úrico elevado. Esse pode estar normal na crise. Quando a suspeita for grande, repetir a dosagem 2 semanas após. Alterações radiológicas podem ser típicas.
Nos pacientes com doença crônica já com deformidades e RX alterado não há dificuldades diagnósticas mas provavelmente haverá no tratamento. Pacientes nesse estado têm gota de difícil controle ou não se tratam.
Tratamento
Gota não cura! Mas há tratamento garantido!
Já vimos que o ácido úrico aumenta devido a defeitos na eliminação renal ou na sua produção. Em ambas situações os defeitos são genéticos, isto é, são definitivos. Se não forem seguidos permanentemente dieta e, na grande maioria das vezes, tratamento medicamentoso, o ácido úrico volta a subir e mais cedo ou mais tarde nova crise de gota virá.
Curiosamente, grande número de gotosos não entende ou assume o abandono do tratamento. A conseqüência não é somente nova crise de artrite aguda muito dolorosa mas o risco de desenvolver deformidades articulares que poderão ser bastante incômodas. Não se justifica, atualmente, gotoso ter novas crises e, muito menos, deformidades estabelecidas.
Crise aguda
Nunca iniciar alopurinol na crise! Se já está usando, manter na mesma dose.
Colchicina 0,5 ou 1mg de hora em hora até a crise aliviar era o tratamento ideal até que surgissem novos antiinflamatórios não-esteróides (AINES) potentes e com menos para-efeitos, principalmente quando usados por prazo curto.
O esquema da colchicina foi abandonado devido à intensa diarréia que provoca, devendo ser usado somente nos raríssimos pacientes que têm contra-indicação absoluta a qualquer AINE, mesmo os recentes que são muito seguros.
A melhor combinação de medicamentos é colchicina via oral 3 a 4 vezes ao dia e um AINE intramuscular ou endovenoso. Quando a dor diminuir, passar para via oral. A associação de analgésicos potentes é útil, se ainda persiste dor.
O esvaziamento de uma articulação repleta de líquido inflamatório por punção com agulha produz grande alívio. Injeção intra-articular de corticóide está indicada quando há contra-indicação aos esquemas clássicos.
Colchicina inibe a chegada de leucócitos aonde estão os cristais. Não diminue o ácido úrico. Isto se consegue com dieta e alopurinol (Zyloric).
Somente iniciar alopurinol após desaparecimento da inflamação. O modo de introdução deve ser lento. Usar 100 mg por dia 10 a 20 dias e depois 200 mg por dia. Em 4 a 6 semanas, dosar novamente o ácido úrico. Se estiver acima de 6mg% é melhor passar para 300 mg de alopurinol.
Manutenção 
 
Dieta
Deve-se prescrever dieta pobre em purinas, recomendar uso restrito de bebidas alcoólicas e evitar jejum prolongado. Cada gotoso sabe "onde aperta o sapato".
O controle ideal da dieta deve ser feito com nutricionista. Alguns pacientes conseguem controlar o ácido úrico somente com dieta. Certamente, o defeito enzimático é menor.
O grande segredo da dieta é abandonar os alimentos proibidos e não fazer ingestão excessiva em curto espaço de tempo de alimentos controlados e bebidas alcoólicas.
Medicamentos
A maioria vai necessitar doses variadas de alopurinol, podendo chegar-se a 600mg/dia. O uso diário de 1 comprimido de colchicina pode evitar crises. Assim, a associação dos dois medicamentos tem sido sugerida. Os pacientes que estão com ácido úrico abaixo de 5mg% provavelmente não precisarão de colchicina se continuarem dieta e alopurinol que tem sido seguro e cômodo e também ajuda a evitar cálculos renais.
Fonte : http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?219

segunda-feira, 13 de maio de 2013

O que é fibromialgia 

O termo fibromialgia refere-se a uma condição dolorosa generalizada e crônica. É considerada uma síndrome porque engloba uma série de manifestações clínicas como dor, fadiga, indisposição, distúrbios do sono . No passado, pessoas que apresentavam dor generalizada e uma série de queixas mal definidas não eram levadas muito a sério. Por vezes problemas emocionais eram considerados como fator determinante desse quadro ou então um diagnóstico nebuloso de “fibrosite” era estabelecido. Isso porque acreditava-se que houvesse o envolvimento de um processo inflamatório muscular, daí a terminação “ite”. 

Atualmente sabe-se que a fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à da sensibilidade do indivíduo frente a um estímulo doloroso. O termo reumatismo pode ser justificado pelo fato de a fibromialgia envolver músculos, tendões e ligamentos. O que não quer dizer que acarrete deformidade física ou outros tipos de seqüela. No entanto a fibromialgia pode prejudicar a qualidade de vida e o desempenho profissional, motivos que plenamente justificam que o paciente seja levado a sério em suas queixas. Como não existem exames complementares que por si só confirmem o diagnóstico, a experiência clínica do profissional que avalia o paciente com fibromialgia é fundamental para o sucesso do tratamento. 

A partir da década de 80 pesquisadores do mundo inteiro têm se interessado pela fibromialgia. Vários estudos foram publicados, inclusive critérios que auxiliam no diagnóstico dessa síndrome, diferenciando-a de outras condições que acarretem dor muscular ou óssea. Esses critérios valorizam a questão da dor generalizada por um período maior que três meses e a presença de pontos dolorosos padronizados. 

Diferentes fatores, isolados ou combinados, podem favorecer as manifestações da fibromialgia, dentre eles doenças graves, traumas emocionais ou físicos e mudanças hormonais. Assim sendo, uma infecção, um episódio de gripe ou um acidente de carro, podem estimular o aparecimento dessa síndrome. Por outro lado, os sintomas de fibromialgia podem provocar alterações no humor e diminuição da atividade física, o que agrava a condição de dor. 

Pesquisas têm também procurado o papel de certos hormônios ou produtos químicos orgânicos que possam influenciar na manifestação da dor, no sono e no humor. Muito se tem estudado sobre o envolvimento na fibromialgia de hormônios e de substâncias que participam da transmissão da dor. Essas pesquisas podem resultar em um melhor entendimento dessa síndrome e portanto proporcionar um tratamento mais efetivo e até mesmo a sua prevenção.
Fonte: 
http://www.fibromialgia.com.br/novosite/?modulo=pacientes_artigos&id_mat=4

sexta-feira, 10 de maio de 2013

10 de maio  dia mundial do Lúpus

LÚPUS – MITOS E VERDADES


Lúpus (LES) é uma doença contagiosa.
Mito – Lúpus Eritematoso Sistêmico, LES ou simplesmente lúpus não é contagiosa, é uma doença auto-imune, caracterizada pela formação de auto-anticorpos e pela expressão clínica de diferentes manifestações de inflamação mediada por mecanismos imunológicos.

Só mulheres desenvolvem a doença.
Mito – Embora o Lúpus seja mais comum em mulheres (em torno de 90% dos casos), os homens também podem ter a doença.

Crianças podem ter Lúpus.
Verdade – Apesar de aparecer mais na idade adulta, existem casos (raros) da doença em crianças.

Lúpus pode manifestar-se , somente, na pele da pessoa.
Mito – Além da pele, outros órgãos também podem ser acometidos, como membranas serosas (pleura, pericárdio, membrana sinovial), medula óssea, rins e cérebro.
Lúpus é uma doença rara.
Mito – Ela é pouco frequente, e não rara. A prevalência mundial é de cerca de 1 em 1000 a 1 em 1.600 pessoas, variando nos diferentes grupos étnicos e raciais embora mulheres negras possuem uma incidência um pouco mais elevada.

Lúpus é hereditário.
Mito – Especialistas dizem que o que pode ter é uma predisposição genética e não uma hereditariedade. Ou seja, não é porque seu pai tem que você vai ter também.

Atividade física e Lúpus não combinam.
Mito – Nada impede a pessoa que tem lúpus fazer atividade física, desde que seja com acompanhamento médico e adequado às suas limitações.

Pessoas com Lúpus não podem tomar sol.
Verdade – O sol e sua irradiação faz a doença entrar em atividade. Por isso, é indicado que todas as pessoas que têm Lúpus usem protetor solar e evitem se expor o sol ao máximo.

Mulheres, portadoras da doença, não podem ser mães.
Mito – Embora a gravidez não seja indicada enquanto a doença estiver em atividade, a mulher portadora de Lúpus pode ter filhos. A indicação é que ela engravide com planejamento e com autorização do médico. Vale lembra que essa gravidez, tal como as outras, tem de ter um acompanhamento rigoroso.

Quem tem Lúpus consegue namorar e ter uma vida sexual ativa.
Verdade – A doença não atrapalha, em nada, a vida amorosa/sexual do paciente. O que pode acontecer, principalmente, quando a doença está ativa, é que a própria pessoa não se sinta atraente. Mas, é só psicológico. Procurar ajuda de um profissional, nestes casos, é recomendável.

Quem tem Lúpus está condenado a uma vida sem qualidade.
Mito – Quando a doença não está em atividade, a pessoa vive muito bem, como qualquer outra. Entretanto, quando o Lúpus está em plena atividade, algumas limitações são impostas, mas, nada que passe com o tratamento. Viver bem é muito possível.
Fonte:
Por Daya Lima - Portal Reumatoguia

quinta-feira, 9 de maio de 2013


FEBRE REUMÁTICA

Febre reumática, ou reumatismo infeccioso, é uma doença inflamatória, de caráter autoimune, provocada pela bactériaEstreptococo beta-hemolítico do grupo A de Lancefield, a mesma responsável por infecções de garganta e pela escarlatina. A enfermidade, em geral, se manifesta por volta de 7 a 15 dias depois de um episódio infeccioso de faringoamidalite com febre. O pico de incidência ocorre em 3% das crianças entre 5 e 15 anos, que apresentam alterações no sistema imunológico por herança genética.
Quanto mais jovem o paciente, maior o risco de a febre reumática deixar sequelas graves.
Sintomas
* Dor nas juntas (artrite migratória);
* Sopro cardíaco, quando há comprometimento das válvulas do coração;
* Inflamação no músculo do coração (cardite);
* Movimentos descoordenados dos membros (coreia) em consequência de inflamação no cérebro;
* Manchas avermelhadas na pele (eritema marginado);
* Nódulos subcutâneos;
* Febre baixa (37,5º C);
* Prostração;
* Inapetência;
* Falta de ar.
Diagnóstico
Exames de sangue, de cultura de material da orofaringe e a pesquisa de anticorpos para identificar a presença do estreptococo são úteis para confirmar o diagnóstico com base na avaliação clínica. Na hipótese de comprometimento das válvulas do coração, eletrocardiograma, ecocardiograma e raios-x de tórax são exames
recomendados.
Prevenção e tratamento
A febre reumática é uma complicação decorrente de faringites e amidalites mal curadas. A maneira mais eficaz de prevenir a doença é combater o estreptococo do grupo A com antibióticos específicos, sempre sob a orientação de um médico.
Uma vez instalada a enfermidade, o tratamento inclui repouso absoluto no leito e o uso da penicilina benzatina (ou da eritromicina para os pacientes alérgicos à penicilina), de anti-inflamatórios e de analgésicos. Quando há comprometimento cardíaco, a intervenção terapêutica precisa ser mais agressiva.
Recomendações
* Observe a dosagem da medicação prescrita pelo médico, nas infecções de garganta pelo estreptococo. Suspender os remédios antes do prazo previsto pode ser o primeiro passo para complicações graves;
* Não se descuide da prevenção de crises recorrentes de febre reumática aguda. Respeite os intervalos determinados pelo médico para retomar o tratamento medicamentoso;
* Esteja atento: sem o tratamento adequado, a febre reumática é uma doença com taxa expressiva de mortalidade.

terça-feira, 7 de maio de 2013





SÍNDROME DE REITER
O que é?
A síndrome de Reiter (SR) é a artrite mais comum no homem jovem e é também freqüente em mulheres.
Como se desenvolve?
O modo clássico de apresentação da síndrome ocorre cerca de duas semanas após uma infecção genitourinária ou intestinal. Como não se consegue cultura positiva do material articular, não se poderia chamar de artrite infecciosa e criou-se o nome de artrite reativa para estas situações em que há artrite ao mesmo tempo ou logo a seguir a infecção recente em um local que não seja articulação.
Em nosso meio, valendo para o hemisfério sul, a porta de entrada genital é muito mais freqüente.
Surge subitamente artrite com preferência de localização em membros inferiores e com distribuição assimétrica entre os pares de articulações assim como acometimento de algumas inserções tendinosas, sendo comum no tendão de Aquiles. Inflamação dos dedos dos pés é bastante característico, assumindo o aspecto de dedos em salsicha. 



O que se sente?
Pode haver dor na coluna e em ligamentos ou articulações da bacia. Com menor freqüência, mas ajudando a estabelecer o diagnóstico, pode haver artrite entre esterno e costelas e nas articulações das clavículas com os ombros. Em geral não há febre e o estado geral é bom, mas há pacientes bastante comprometidos na fase inicial da doença.
Conjuntivite pode preceder ou acompanhar a crise articular. Outra inflamação ocular é uveíte. Ocorre em alguns pacientes com SR, podendo ser manifestação isolada tardia, sugerindo persistência de infecção. Quando a uveíte não é controlada adequadamente pode levar a distúrbio irreversível de visão.
Podem ocorrer lesões cutâneas semelhantes a psoríase nas regiões plantares e manchas eritematosas no céu da boca.
Como se faz o diagnóstico?
O diagnóstico é clínico. É necessário reunir os dados clínicos característicos com a presença de infecção recente. Deve-se procurar infecção: além de exames laboratoriais que pesquisam a presença da chlamydia trachomatis(CT) é importante que os pacientes sejam avaliados por urologista ou ginecologista.
Avaliação genital: na mulher, exame ginecológico confirmatório e acompanhamento são obrigatórios. No homem, na presença de secreção uretral facilmente percebida podemos dispensar o urologista. Entretanto, havendo suspeita de cronicidade nas primeiras consultas ou mais tarde, avaliação da próstata é indispensável, pois enquanto houver infecção o tratamento deve prosseguir.
O problema surge quando não se tem dados concretos para infecção recente.
Podemos estar frente a: 



infecção recente sem sintomas;

infecção antiga e a Síndrome de Reiter foi desencadeada agora;

síndrome de Reiter crônica não diagnosticada.
Como se faz o tratamento? 



Antibióticos
A infecção intestinal recente, na quase totalidade das vezes, já não estará mais provocando sintomas ou estes serão leves. Mesmo assim, é prudente usar-se antibióticos pois precisamos garantir a eliminação do agente que provocou a artrite. Já a evolução da infecção genital é variável. A bactéria envolvida é a chlamydia trachomatis(CT). Homens com discreta secreção uretral e/ou manchas na glande ou prepúcio ou suspeita clínica de prostatite confirmada por exame urológico, e mulheres com evidência clínica de cistite, cervicite (colo do útero) ou salpingite (trompas) têm o diagnóstico de SR estabelecido com facilidade desde que o médico relacione as manifestações reumáticas com a infecção.

O tratamento com antibiótico é iniciado imediatamente e o prognóstico é favorável, mesmo que a SR permaneça por pelo menos dois meses, como é habitual. É necessário receitar três meses de antibiótico nos casos bons. A eliminação da chlamydia trachomatis(CT) do aparelho genital deve ser completa.
Porém, uretrite no homem ou cervicite na mulher relacionadas com chlamydia trachomatis (CT) têm manifestações clínicas tardias em relação à data do contato sexual e os sintomas podem ser muito leves e não serem percebidos. Se presentes, o paciente pode não relacionar os fatos e omitir a história, não recebendo tratamento. Cabe ao médico orientar o interrogatório neste sentido. A evolução da infecção por chlamydia trachomatis (CT) pode ser bastante arrastada e sem sintomas havendo o risco do tratamento ser suspenso antes do tempo, colaborando para cronificação na forma de prostatite ou salpingite. Estes fatos levam, muitas vezes, à persistência da SR, tornando-se um problema de difícil solução em alguns pacientes os quais permanecem com dor e em tratamento por vários meses.

Analgésicos e anti-inflamatórios não-esteróides (AINES)
Se a dor não é intensa, analgésicos comuns como acetominofeno podem ser úteis. Os AINES mais utilizados em SR são indometacina e fenilbutazona. O uso é limitado devido aos efeitos colaterais, mas se o paciente se beneficia e tolera o medicamento este pode ser mantido.

Outras opções
É bastante freqüente crises com dor intensa e evolução prolongada. Nestas ocasiões o reumatologista deve utilizar medicamentos de exceção tais como corticóide por via oral ou intramuscular e infiltrações e, eventualmente, drogas imunomoduladoras e imuno-supressoras.

sexta-feira, 3 de maio de 2013



Espondiloartropatias Soronegativas


O que são as Espondiloartropatias Soronegativas?
As Espondiloartropatias Soronegativas correspondem a um grupo de doenças que apresentam as seguintes manifestações clínicas em comum:

1 - artrite, com preferência ao acometimento das articulações sacroilíacas e da coluna vertebral;
2 - pesquisa negativa para o fator reumatóide (FR: exame de sangue);
3 - inflamação nos tendões e ligamentos que se ligam ao osso (entesites);
4 - marcador genético semelhante (HLA-B27);
Quais doenças fazem parte das Espondiloartropatias Soronegativas?
Fazem parte deste grupo de doenças, as seguintes: Espondilite Anquilosante, Espondiloartropatias Indiferenciadas (indivíduos que não desenvolvem a doença completamente), Artrite Reativa (associada a doenças infecciosas), Artrite Psoriásica (associada à Psoríase), Artrites enteropáticas (associadas à doença de Crohn, Retocolite Ulcerativa, doença de Whipple, entre outras)
O que é a Espondilite Anquilosante (EA)?
A Espondilite Anquilosante é um tipo de reumatismo que causa inflamação principalmente na coluna vertebral e nas articulações sacroilíacas (articulações que ficam na região das nádegas).
Quem pode ter a Espondilite Anquilosante (EA)?
A "EA" manifesta-se mais freqüentemente no sexo masculino, sendo 4 a 5 vezes mais freqüentes nos homens que nas mulheres. Normalmente, os pacientes desenvolvem os primeiros sintomas no final da adolescência ou no início da idade adulta (17 aos 35 anos de idade). Filhos de pais com "EA" também tem maior chance de apresentar a doença no futuro.
Quais são as manifestações clínicas da Espondilite Anquilosante (EA)?
As manifestações da doença podem variar de somente um quadro de dores nas costas contínua e signifivativa (principalmente na região das nádegas, ou mais acima na região lombar), até uma doença mais grave e sistêmica, acometendo várias outras juntas, os olhos, coração, pulmões, medula espinhal e rins.
O surgimento das dores na coluna ocorre de modo lento e insidioso durante algumas semanas. No início, a "EA" costuma causar dor nas nádegas, possivelmente se espalhando pela parte de trás das coxas e pela parte inferior da coluna. Frequentemente observa-se que a dor melhora com exercícios e piora com repouso, sendo pior principalmente pela manhã. Alguns pacientes se sentem globalmente doentes, sentem-se cansados, perdem o apetite e também perdem peso. Geralmente essa dor está associada a uma sensação de enrijecimento na coluna (rigidez), com consequente dificuldade na mobilização. Eventualmente, o paciente também pode apresentar dor na planta dos pés, principalmente ao se levantar da cama pela manhã. Posteriormente, a inflamação das articulações entre as costelas e a coluna vertebral pode causar dor no peito, que piora com a respiração profunda.
Como é o tratamento das Espondiloartropatias Soronegativas?
O tratamento dessas condições têm avançado bastante recentemente. Inicialmente é realizado com anti-inflamatórios. Algumas vezes, medicamentos biológicos especiais podem ser necessários. Esses medicamentos poderão ser apropriadamente prescritos pelo seu médico. Além das medicações, o tratamento fisioterápico é fundamental para a prevenção de deformidades.

quinta-feira, 2 de maio de 2013



Fisioterapia pode dar bons resultados no tratamento de problemas no joelho, diz estudo

Autoria: HILTON SEDA
09/04/2013 
Cirurgia  (a artroscopia) ou fisioterapia? Para quem sofre com algum problema nos joelhos, osteartrite ou rompimento de menisco, essa é a dúvida. E foi justamente esse o enfoque de uma reportagem do jornal Zero Hora, relatando a realização de um estudo da Escola de Medicina da Universidade de Harvard, cuja conclusão foi favorável à fisioterapia, método que, segundo os pesquisadores, pode dar bons resultados. Aliás, conforme Jeffrey Katz, professor da instituição, não existe um tratamento único e melhor: “Os resultados mostram que tanto as pessoas tratadas com fisioterapia  como com cirurgia no joelho apresentam notável melhora”.

Para explicar um pouco mais sobre o tema, o reumatologista Hilton Seda, membro da Comissão de Osteoartrite da SBR, diz que, na verdade, desde a década de 40, sabe-se que a retirada cirúrgica do menisco do joelho (meniscectomia) é capaz de determinar o aparecimento de artrose radiológica, não necessariamente sintomática, nessa articulação. Tal fato ocorre em cerca de 20% a 40% dos casos, após dez anos, diz Seda.  “A meniscectomia, portanto, aumenta o risco dessa complicação, risco que depende também de outros fatores, como predisposição e idade.”, diz ele, ressaltando que, em virtude desse conhecimento, foi estabelecido um critério para o tratamento das lesões meniscais (clínico/fisioterápico ou cirúrgico artroscópico), dependendo do padrão de gravidade da lesão.

Assim, segundo o reumatologista, não se pode afirmar que o estudo em questão é inédito, enfatizando que o valor do trabalho de Jeffrey N. Katz et al , apresentado em 2012 no Congresso do American College of Rheumatology, está no fato de ser uma investigação multicêntrica, randomizada e controlada com o expressivo número de 351 pacientes com lesão meniscal sintomática e lesões osteoartríticas, diagnosticadas  através de ressonância magnética, que foram divididos em dois grupos: 174 submetidos a meniscectomia parcial artroscópica  e 177 não operados. “As conclusões preliminares sugerem que, em ambos os grupos, houve substancial melhora do estado funcional após seis meses”, ressalta.


Tratamento 

Falando particularmente sobre os métodos de tratamento da osteoartrite, Seda explica que, em qualquer das suas localizações, jamais é feito com procedimentos isolados e sim através de um conjunto de medidas, não só farmacológicas (uso de medicamentos de ação sintomática ou de possível atuação na patogenia da doença) como não farmacológicas (educação do paciente, reuniões de grupo, etc.) onde se inclui a fisioterapia que tem papel saliente na terapêutica. É importante ressaltar, diz Seda, que cada vez mais se dá valor às medidas não farmacológicas.

Quanto à cirurgia, ele diz que praticamente não há casos em que seja recomendada de imediato. “A cirurgia só é cogitada depois que fracassam as medidas citadas acima”, esclarece. No caso de ser preciso proceder à astroscopia, Seda explica que o procedimento é uma endoscopia articular (visualização do interior da junta) realizada com o uso de um aparelho chamado artroscópio, inserido na articulação através de um pequeno corte. “É um procedimento minimamente invasivo que serve tanto para diagnóstico como para tratamento cirúrgico de determinadas patologias.”

Em relação ao que cita a reportagem do jornal Zero Hora, de que há eventualidade de o número de cirurgias realizadas no mundo seja maior do que a real necessidade, Seda afirma que, em relação a reparo de meniscos lesionados, é possível que um certo exagero ocorra.

No caso de ser prescrito um procedimento fisioterápico, Seda diz que não há uma “receita de bolo” para o método, que vai depender de cada caso: com ou sem sinais inflamatórios, presença ou não de atrofia muscular, limitação de movimentos, etc. “Um objetivo importante é o fortalecimento do quadríceps, musculatura muito importante na estabilidade do joelho”, diz Seda, ressaltando que o tempo de tratamento varia de acordo com as circunstâncias clínicas. E é importante ressaltar, diz o reumatologista, que tal tratamento deve ser conduzido por um profissional habilitado – o fisioterapeuta –, mas sempre por prescrição médica. “Também pode ser realizado por médico especialista em medicina física – o fisiatra”, esclarece.

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O GRUPAR-RP - Grupo de Apoio ao Paciente Reumático de Ribeirão Preto é uma entidade sem fins lucrativos, fundada por pessoas portadoras dos mais diversos tipos de doenças reumáticas e apoiada por médicos reumatologistas da cidade e das faculdades de medicina de Ribeirão Preto.

O Grupar-RP tem por núcleo o Grupo EncontrAR e juntos realizam o Projeto Blogueiros da Saúde.

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