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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Terapia Ocupacional

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Prevenção é ainda a melhor arma contra o diabetes

Prevenção é ainda a melhor arma contra o diabetes

Avanços no tratamento permitem aos diabéticos levar uma vida normal, mas ainda não trouxeram cura para a doença.

Por Camilla Muniz

Caracterizada pelo acúmulo de glicose no sangue, o diabetes é hoje uma doença que já atingiu o status de epidemia. Segundo estimativas da Federação Internacional de Diabetes, 285 milhões de pessoas em todo o mundo são diabéticas. Dentro de 20 anos, esse número deve aumentar para 438 milhões, já que mais de 7 milhões de novos casos da doença surgem a cada ano.

No Brasil, a tendência de avanço é a mesma, e embora não haja cura para o diabetes, o controle da doença, quando bem feito, permite que o diabético leve uma vida praticamente normal. A favor dos pacientes está a atualização constante dos tratamentos disponíveis, garante o endocrinologista Saulo Cavalcanti, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes e do Departamento de Diabetes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.
Segundo o médico, a introdução das gliptinas na terapêutica do diabetes tipo 2, há cerca de três anos, foi muito benéfica, contribuindo até para a redução dos riscos do paciente desenvolver hipoglicemia (baixo nível de glicose no sangue). Essa possibilidade existe porque as drogas que ajudam a controlar a quantidade de açúcar na corrente sanguínea do diabético atuam continuamente, mesmo quando não é necessário.
As gliptinas são uma classe de medicamentos orais que inibem a ação da enzima DPP-4, que destrói o hormônio incretina. Produzida pelo intestino, a incretina potencializa a produção de insulina pelo pâncreas. Dessa forma, as gliptinas melhoram a síntese e a liberação de insulina e ainda reduzem a produção de glicose pelo fígado.
Para os pacientes com diabetes do tipo 1, as insulinas de ação prolongada foram um ganho significativo. Surgidas há aproximadamente oito anos, elas são feitas através de técnicas de recombinação genética e podem diminuir a quantidade de aplicações diárias do hormônio. “Além disso, os aparelhos medidores de glicose ficaram mais modernos e as agulhas, mais finas, o que reduz a dor na hora da aplicação”, explica Cavalcanti.
Inovações são bem-vindas, mas é preciso cautela
Os médicos agora esperam o lançamento comercial de um medicamento que promete ajudar os diabéticos a excretarem glicose pela urina, facilitando a eliminação do excesso de açúcar da corrente sanguínea. Segundo Saulo Cavalcanti, a droga se mostrou eficaz em testes e deve estar disponível dentro de um ano. No entanto, é preciso ter cautela com essas novidades.
“Quando surge uma nova droga, é como se aparecesse uma nova luz no fim do túnel para o diabético. Mas é preciso ter calma, porque os medicamentos se revelam mais ou menos vantajosos aos poucos, à medida que vão sendo usados pelos próprios pacientes”, destaca o endocrinologista.
Já o transplante de células-beta (células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina) e as pesquisas com células-tronco, que ajudariam muito os diabéticos do tipo 1, ainda representam apenas uma esperança. Para Cavalcanti, iniciativas e estudos têm de ser estimulados; no entanto, não podem ser considerados como uma real opção neste momento.
O que já está sendo realizado, mas somente em casos especiais aprovados por comitês de ética e em caráter experimental, é a cirurgia metabólica. No procedimento, é feita a transposição de uma parte do intestino delgado chamada íleo, o que proporciona o aumento da produção das incretinas  — substâncias reduzidas no organismo dos diabéticos — e, consequentemente, de insulina.
Evite o diabetes
Como não há cura para o diabetes, pelo menos por enquanto, a prevenção ainda é o melhor remédio, sobretudo porque o tipo 2 (quando o organismo apresenta resistência à insulina, o que impede as células de metabolizarem quantidades suficientes de glicose) é o mais comum e representa 90-92% dos casos.
Enquanto o tipo 2 pode e deve ser prevenido, o diabetes tipo 1 (doença auto-imune caracterizada pela destruição das células-beta) é desencadeado por fatores genéticos — não há prevenção, portanto — e atinge de 8% a 10% dos pacientes.
Segundo Saulo Cavalcanti, a melhor forma de prevenir o diabetes tipo 2 é seguir uma educação alimentar e esportiva, já que a doença tem origem, muitas vezes, na obesidade. O endocrinologista salienta que, hoje, é preocupante que 52% dos brasileiros estejam com excesso de peso.
Além disso, aqueles que pertencem ao grupo de risco — pessoas com hipertensão, colesterol alto, triglicérides elevado, obesidade ou algum caso de diabetes na família — devem fazer o teste de medição de glicemia frequentemente. “Cerca de 40% a 50% dos diabéticos do tipo 2 não sabem que tem a doença, que pode ficar até dez anos sem manifestar sintomas”, afirma Cavalcanti. “Por isso é tão importante ter o controle dos níveis de açúcar no sangue, porque, às vezes, o diabetes é descoberto em um estágio já muito avançado, o que contribui para o desenvolvimento de complicações como perda da visão, disfunção erétil e infarto.”
De acordo com um ranking divulgado pela Federação Internacional de Diabetes em 2004, o Brasil ocupava a oitava posição entre os países com maior número de pacientes diabéticos. Em 1988, o Censo Nacional de Diabetes revelou que 7,6% da população urbana entre 30 e 69 anos sofria da doença.
http://opiniaoenoticia.com.br/vida/saude/prevencao-e-ainda-a-melhor-arma-contra-o-diabetes/?ga=dtf

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Falta de médico é o maior problema do SUS

Falta de médico é o maior problema do SUS
   AE - 9/2/2011 - 12h00

   O maior problema do Sistema Único de Saúde (SUS) é a falta de médicos, de
acordo com a pesquisa Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS),
divulgada hoje, 9,  pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Essa questão foi apontada por 58,1% dos entrevistados. Em segundo lugar
ficou a "demora para ser atendido nos centros de saúde ou nos hospitais da
rede pública" (35,4%), seguido por "demora para conseguir uma consulta com
especialista" (33,8%). Os dados, de acordo com o Ipea, indicam que a
população quer acesso "mais fácil, rápido e oportuno" à rede pública de
saúde.

A demora para o atendimento em serviços de urgência e o período de espera
para uma consulta médica, além da necessidade de contratação de mais
especialistas, foram os itens mais sugeridos pelos entrevistados para a
qualificação do SUS. O levantamento revela que a rapidez no atendimento é
citada como a maior motivação para a busca pelos planos de saúde.

Para três tipos de serviço específicos - atendimento por especialistas, de
urgência e emergência e centros e/ou postos de saúde - "aumentar o número de
médicos" foi a sugestão mais mencionada, seguida pela redução do tempo de
espera para uma consulta. "O aumento do número de médicos pode ser entendido
pela população como uma solução para os problemas que vivencia, quando, na
busca de serviços no SUS, ocorre demora para atendimento ou existe a
necessidade de se chegar muito cedo ao local para conseguir marcar uma
consulta ou utilizar outro tipo de serviço de saúde", diz o estudo.

No caso dos serviços prestados por médicos especialistas, 37,3% sugerem
aumentar o número de profissionais no SUS e 34,1% falam em reduzir o tempo
de espera entre o agendamento e a consulta. Para serviços de urgência e
emergência, 33% propõem aumentar o número de médicos e 32% mencionam a
diminuição no tempo de atendimento. No caso dos centros e postos de saúde,
aumentar número de especialistas foi citado por 47% e tempo de atendimento,
por 15,5%.

Quem tenta driblar o tempo de espera e recorre aos planos de saúde se depara
com o preço da mensalidade, que foi apontado por 39,8% dos usuários
consultados como o principal problema da rede suplementar.

As entrevistas foram feitas no período de 3 a 19 de novembro do ano passado.
O questionário foi aplicado a 2.773 residentes em domicílios particulares em
todos os Estados do País. A amostragem considerou sexo, faixa etária, faixas
de renda e escolaridade de acordo com cada região.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Ar e sol

Oiee..... o  Reumatoguia esta fazendo uma matéria sobre o Sol e a pele da pessoa com doença reumática.
Gostaria de pedir contribuição da experiências de vocês..

Como pessoa com doença reumática como é sua vida com a exposição solar, continua a mesma coisa ou mudou? Explique como mudou, quais os cuidados que hoje você tem e que antes não tinha.

Por exemplo a AR e o SOL ???
Por exemplo, eu, descobri que tinha fragilidade capilar após uma exposição ao sol na praia, onde passei protetor solar apenas no rosto, braços e colo, quando me dei conta minhas pernas estavam cheias de hematomas, parecia que tinha tomado uma surra e só descobri que foi a falta de protetor solar que fez isso, depois que fui ao médico. Antes disso, ninguém havia me falado sobre a necessidade de proteção total.. Acho que fui confusa + é +- isso..
Podem me responder no artritereumatoide.ar@gmail.com

"Cadeira elétrica" para cuidar da osteoporose

``Cadeira elétrica" para cuidar da osteoporose

Uma cadeira que emite sinais elétricos está sendo testada em São Paulo no tratamento para a osteoporose. O equipamento foi desenvolvido por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) de São Carlos e da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).



Hoje, o tratamento da osteoporose é feito com remédios e exercícios físicos. 
A nova tecnologia produz sinais elétricos que atingem diretamente os ossos mais prejudicados pela doença: fêmur, coluna e bacia.

Duas placas metálicas ficam escondidas sob um estofado. Para realizar o tratamento, o paciente deve permanecer sentado na cadeirinha por 20 minutos após acionar um botão. As duas placas formam um campo elétrico, que age nos ossos durante esse tempo. Não há dor. Ao todo, são cinco sessões por semana e, quando o tratamento é concluído, o aparelho avisa. 

Segundo a fisioterapeuta da Unifesp Ana Paula Lirani Galvão, quando o campo elétrico atinge os ossos, algumas células do organismo captam os sinais e estimulam a formação de uma nova massa óssea, o que faz aumentar a absorção de cálcio.

Galvão explica que, numa pessoa sem osteoporose, os ossos têm células que captam sinais mecânicos -gerados, por exemplo, pela ação de andar ou correr- e mandam carga elétrica para outras células responsáveis por formar mais ossos.

"Ao longo da vida, perdemos essas células que captam os sinais e também fazemos menos atividades que produzem essa energia, o que provoca o enfraquecimento dos ossos."

O objetivo da nova técnica é criar os sinais elétricos que o corpo deixou de mandar e, assim, estimular a formação da nova massa óssea.

Os primeiros testes foram feitos há seis anos em ratos e os resultados foram positivos. Agora, os testes estão sendo feitos em cem idosos que estão internados em três asilos de São Paulo -40 deles sob efeito placebo, ou seja, sem efeitos reais.

"Os testes em humanos [que começaram há seis meses] ainda não foram concluídos, mas pela experiência com os ratos, acreditamos que serão positivos."

Preço acessível

Orivaldo Lopes da Silva, professor de bioengenharia da USP de São Carlos e responsável pela criação do equipamento, explica que pretende levar o produto para o mercado a um preço acessível até 2012.

No tratamento atual, com medicamentos, o custo para o paciente pode chegar a R$ 1.000 por mês.

Para a pesquisa, foram produzidos 12 equipamentos, ao custo de R$ 25 mil. No entanto, se produzido em grande escala, o valor pode ser reduzido para cerca de R$ 1.000 por aparelho.

A expectativa é que o estudo e o processo de patente sejam finalizados até o final do próximo ano.

Fonte: http://www.reumatoguia.com.br/interna.php?id=526&cat=92&menu=2692

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Segunda Caminhada de Apoio ao Paciente de Doenças Raras‏

São Paulo recebe Segunda Caminhada de Apoio ao Paciente de Doenças Raras

Evento gratuito comemora o Dia Mundial das Doenças Raras e discute temas relacionados à desigualdade na saúde


Dia 28 de fevereiro é reconhecido internacionalmente como a data em que se mobiliza a sociedade em torno de ações em prol das doenças raras. Para comemorar, no dia 27 de fevereiro (domingo) será realizada, no Parque da Aclimação – SP –, a Segunda Caminhada de Apoio ao Paciente de Doenças Raras. Com estimativa de receber duas mil pessoas, o evento reúne governo, sociedade, universidades e empresas farmacêuticas para apoiar a melhora do bem-estar de pacientes com doenças raras e suas famílias, apoiando a pesquisa, discutindo políticas públicas e cooperação internacional e também conscientização da população em geral. Neste ano, a Caminhada aborda o tema “Desigualdade na Saúde”.

O evento acontecerá durante o dia e terá a presença de 70 associações que estarão no local com material informativo, além de atrações culturais, musicais e lúdicas, caminhadas, workshop e seminários práticos.

Dra. Cecília Micheletti, médica pediatra e delegada brasileira da Fundação GEISER (Grupo de Enlace, Investigacion y Soporte de Enfermidades Raras de Latino América), participa da organização da Caminhada e afirma que celebrar esta data é de extrema importância. “O diagnóstico das doenças raras muitas vezes é feito tardiamente, pois o conhecimento sobre elas é pouco tanto na sociedade como na própria comunidade médica. Há pouca investigação, faltam de verbas e políticas públicas. Discutir estes aspectos é fundamental para que sejam possíveis melhorias no tratamento dessas doenças”.

São consideradas doenças raras aquelas que afetam um pequeno número de pessoas, numa frequência de 1 em cada 2 mil. Cerca de 80% dos casos são de origem genética. Já se tem conhecimento de cerca de sete mil doenças raras que afetam de seis a oito por cento da população mundial. A Dra. Cecília Micheletti acredita que o grande desafio é alcançar a igualdade no atendimento. “Nós não temos na rede pública nem mesmo a regulamentação do médico geneticista, o que dificulta o diagnóstico e, por consequência, o tratamento. Muitas vezes até mesmo o profissional de saúde não tem informações sobre algumas dessas enfermidades”.

A organização do evento é do GEDR – Grupo de Estudos de Doenças Raras – e do Instituto Canguru, com apoio da ABG (Aliança Brasileira de Genética), da SBGM (Sociedade Brasileira de Genética Médica) do Fórum Estadual de Patologias, da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, da Eurordis e da Fundação GEISER (Grupo de Enlace, Investigacion y Soporte de Enfermedades Raras de Latino América).

Segunda Caminhada de Apoio ao Paciente de Doenças Raras
Data: 27 de fevereiro de 2011
Local: Parque da Aclimação – Rua Muniz de Souza, 1119
Início da concentração: 8h
Mais informações:

Exercícios físicos devem fazer parte do tratamento dos pacientes reumáticos

Para uma efetiva prática de exercícios físicos  é importante lembrar que os
pacientes portadores de doenças reumáticas devem seguir também uma dieta
balanceada para que consigam manter a energia ao realizar a atividade
física.

Esqueça as velhas receitas para tratar dores nas costas, nas juntas, nos
joelhos... Nada de anti-inflamatório e repouso absoluto... Quanto menos você
se mexe, mais aumentam a dor e a rigidez nas articulações. “Tão importante
quanto a medicação apropriada, os exercícios físicos devem,
obrigatoriamente, fazer parte do tratamento dos pacientes reumáticos”,
defende o reumatologista Sérgio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de
Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo).

Você não recomendaria a idosos com osteoporose a prática de artes marciais,
certo? Pode parecer algo sem lógica alguma, mas cientistas holandeses
indicariam, sim. É que um estudo divulgado na publicação BMC Research Notes
indica que dominar as quedas controladas do kung fu e do caratê, por
exemplo, ajudaria a prevenir fraturas de quadril.

Dor, rigidez, fadiga e o medo de piorar podem fazer com que o paciente reaja
contra o exercício. No entanto, para o reumático, um programa de exercício
apropriado é extremamente importante e saudável. Hoje, a maioria dos estudos
revela que a atividade física moderada  e com acompanhamento apropriado pode
reduzir as dores musculares e melhorar os movimentos dos pacientes que
sofrem de doenças reumáticas.

“O exercício físico é uma peça chave no tratamento dos pacientes reumáticos,
pois o sedentarismo agrava muito o quadro das doenças reumáticas. A prática
de atividades físicas - além de proporcionar prazer e relaxamento -
contribui para o emagrecimento, reduz a dor e a rigidez nas articulações e
aumenta a flexibilidade, a força muscular, a saúde do coração e a
resistência”, diz Sérgio Lanzotti.

Um dos grandes benefícios da atividade física é o estímulo à produção de
endorfinas, aumentando a sensação de bem-estar. “As  endorfinas também
funcionam como analgésico, proporcionando alívio da dor no organismo. A
produção de endorfinas é fator muito importante para os pacientes
reumáticos, que apresentam propensão a desenvolver quadros de depressão e
ansiedade”, explica o diretor do Iredo.

Quem tem fibromialgia pode aliviar os sintomas da doença com exercícios
físicos. Mas nem sempre os pacientes conseguem manter uma rotina de
atividades devido ao cansaço, às dores e à dificuldade de se deslocar até
uma academia ou um parque. A doença, que acomete cerca de 6% da população,
provoca dores musculoesqueléticas distribuídas pelo corpo. Há, no entanto,
um novo estudo que aponta uma solução mais simples, com a mesma eficácia. De
acordo com uma pesquisa da Universidade Johns Hopkins e da Universidade de
Michigan, 30 minutos de atividades cotidianas, como subir escadas ou limpar
a casa também podem contribuir para a diminuição das dores.

Os exercícios físicos mais recomendados para os pacientes reumáticos são do
tipo aeróbico ou dinâmico, como caminhar, correr, nadar e andar de
bicicleta. “As pessoas fisicamente ativas têm uma qualidade de vida melhor
comparada com as sedentárias, e isso também se aplica a pacientes portadores
de doenças reumáticas como artrite, espondilite, artrose. No entanto, a
prática de exercícios físicos deve ser supervisionada e não deve ser
iniciada antes da avaliação do médico que acompanha este paciente. O
reumatologista poderá indicar a necessidade da prática de atividade física
por doentes com acometimento articular de membros ou coluna vertebral”,
esclarece Sérgio Bontempi.

Pessoas com artrite reumatóide, por exemplo, podem participar seguramente de
programas de exercício regulares, procurando alcançar uma melhor condição
aeróbica, aumento da força muscular, da resistência e flexibilidade,
facilitando tarefas do dia a dia, como caminhar,  se abaixar, cuidar dos
afazeres domésticos. Há três tipos principais de exercícios indicados:
alongamento, condicionamento muscular e condicionamento aeróbico, cada qual
com um papel na melhora da saúde, reduzindo a incapacidade e a dor
relacionada à patologia.

Para uma efetiva prática de exercícios físicos  é importante lembrar que os
pacientes portadores de doenças reumáticas devem seguir também uma dieta
balanceada para que consigam manter a energia ao realizar a atividade
física. “Já os pacientes reumáticos com sobrepeso devem realizar
acompanhamento médico, dietético e fisioterápico, pois, muitas vezes,
perder alguns quilos, significa aliviar a carga exercida sobre uma
articulação, o que diminui a chance de piorar a lesão já existente e melhora
a qualidade de vida como um todo”, diz o médico.

Pacientes com artrite reumatóide que fazem exercícios regularmente podem
apresentar uma melhoria na função física, menos dor nas juntas e melhor
qualidade de vida, segundo estudo da Universidade de Grenoble, na França. Os
autores destacam a importância desses resultados - que sugerem segurança e
eficácia das atividades físicas para as pessoas com a doença inflamatória
das articulações -, pois muitos pacientes têm receio de que a prática de
exercícios possa piorar as dores associadas à doença.

Fonte:

www.bemparana.com.br

www.reumatoguia.com.br/interna.php?id=479&cat=92&menu=2692
<http://www.bemparana.com.br/>

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O GRUPAR-RP - Grupo de Apoio ao Paciente Reumático de Ribeirão Preto é uma entidade sem fins lucrativos, fundada por pessoas portadoras dos mais diversos tipos de doenças reumáticas e apoiada por médicos reumatologistas da cidade e das faculdades de medicina de Ribeirão Preto.

O Grupar-RP tem por núcleo o Grupo EncontrAR e juntos realizam o Projeto Blogueiros da Saúde.

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